Tradução pronta The Prince of Tennis: The Quincy of Rikkai University / O Príncipe do Tênis: O Quincy da Universidade Rikkai: Capítulo 27

Esse saque ele já dominava completamente, não havia chance de perder o ponto.

Mas aquele movimento de Yuki Mayaa ainda o deixou alarmado. Por um instante, chegou a pensar que seu "Aniquilamento dos Cinco Sentidos" já estava perdendo o efeito.

Porém, após trocarem algumas bolas durante o rally, Yukimura Seiichi concluiu que o oponente ainda não havia conseguido se libertar.

E foi justamente isso que o assustou ainda mais. A incrível capacidade de adaptação do adversário lhe causou verdadeiro pavor.

– Não posso deixar que continue assim... – Yukimura tomou uma decisão.

Bam!

No piscar de olhos, a bola cruzou para o lado de Yuki Mayaa, que se posicionou no local da queda e ergueu a raquete para devolver.

– O quê?!

Uma sensação estranha surgiu sem aviso. Quando a bola quicou, não emitiu nenhum som.

Ao rebater de forma apressada, Yuki Mayaa também não ouviu o impacto da raquete.

Foi quando percebeu: depois do tato, agora também haviam lhe roubado a audição.

Com a perda da audição, vieram as consequências.

Sem conseguir usar o som para avaliar a força dos golpes de Yukimura, seu julgamento sobre as trajetórias ficou comprometido.

[Placar: 15-0]

[30-0]

[30-15]

...

Os pontos foram caindo rapidamente, permitindo que Yukimura conquistasse mais um game.

– Ponto de Yukimura. O placar está 5 a 4 – anunciou Sanada Genichirou, observando os dois jogadores com sentimentos conflitantes.

Para ele, pouco importava quem vencesse - de qualquer forma seria doloroso. Provavelmente, Yukimura estava sentindo algo parecido quando ele próprio enfrentara essa situação.

Ao ver que marcara mais um ponto, Yukimura apertou o punho, o coração acelerado.

Faltava apenas mais um ponto para empatar o jogo e depois virar o placar.

Para garantir que nada saísse errado, ele já decidira que continuaria usando o Aniquilamento dos Cinco Sentidos no próximo game, removendo também a visão de Yuki Mayaa para assegurar a vitória.

Porém, enquanto ainda planejava mentalmente a estratégia para o próximo game, uma dor excruciante explodiu em sua cabeça.

– Ugh! Aah...

A raquete escapou de seus dedos. Yukimura caiu de joelhos, segurando a testa com uma expressão de agonia antes de desmaiar por completo no chão.

A repentina mudança pegou todos de surpresa.

– Yukimura! O que houve?!

Nesse momento, o jogo era o que menos importava. Sanada pulou da cadeira de juiz e correu em direção ao amigo, seguido de perto por Yanagi Renji.

Yuki Mayaa também deixou a raquete de lado e cruzou a rede para se aproximar. Com o desmaio de Yukimura, os efeitos do Aniquilamento desapareceram instantaneamente.

Seu coração apertou ao formar uma terrível suspeita.

Apesar de já ter alertado Yukimura sobre isso no ano passado, como o garoto não sentira nenhum desconforto na época e os exames não revelaram problemas, todos acabaram relaxando.

Mas hoje, o uso excessivo de energia mental para antecipar os efeitos do Aniquilamento dos Cinco Sentidos provavelmente desencadeou a doença que estava adormecida no corpo de Yukimura.

...

Capítulo 39: Yukimura Hospitalizado, Todos os Membros de Rikkai Entram no Modo Sombrio

A doença de Yukimura era algo que ele inevitavelmente teria que enfrentar. Diferente de Tezuka, que conseguiu evitar com ajuda externa, Yukimura Seiichi estava fadado a passar por isso enquanto continuasse a trilhar o caminho de "anular os cinco sentidos". Era apenas uma questão de tempo.

Claro, no final, todos sabiam que Yukimura superaria — as exigências do enredo e seu personagem, marcado por beleza, força e sofrimento, não permitiriam outra conclusão. E, depois de sua alta, ele ainda teria que ir para os EUA para um tratamento definitivo. No Japão, só fariam uma cirurgia para remover os riscos imediatos, como desarmar uma bomba-relógio.

[Nota: Ainda falta uma ilustração para este capítulo. Aguardem!]

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O jogo terminou antes do previsto.

Tatsuya, Yanagi e Yagiri levaram Yukimura para o renomado Hospital Geral Kanai, onde ele recebeu atendimento emergencial. Em seguida, avisaram sua família.

Como esperado, após ouvir o relato dos três, os médicos, com sua vasta experiência, rapidamente identificaram a causa: um distúrbio do sistema imunológico semelhante à Síndrome de Guillain-Barré.

Os sintomas incluem perda progressiva de movimento nas extremidades, falta de controle motor e, em casos graves, paralisia do sistema respiratório, impedindo fala, alimentação e até a respiração. O pico da doença geralmente ocorre duas semanas após o início.

Felizmente, os exames mostraram que o estado de Yukimura era melhor do que o esperado. A detecção precoce ajudou, e o caso ainda não estava grave. Mesmo assim, ele precisaria ficar internado para monitoramento e tratamento contínuos.

O médico explicou que, com sorte, ele poderia receber alta em um mês. Mas, se o pior acontecesse, ele poderia ficar um ano ou mais no hospital... ou até jamais voltar a jogar tênis.

Com a chegada da família de Yukimura, os três não eram mais necessários. Depois de se despedirem educadamente, saíram do hospital.

Na frente do prédio, o rosto de Sanada estava sombrio.

— Yukimura… Como algo assim pôde acontecer com ele?

— Sim, mas pelo menos o levamos a tempo — Yanagi respondeu, tentando se consolar. — Ele está fora de perigo agora.

— Sanada, acredite nele — Yagiri falou, sabendo que Yukimura superaria essa provação, mas evitando dar certezas. — Ele não é do tipo que desiste fácil.

— O que podemos fazer agora é vencer o Torneio de Kanto sem ele.

— E, quando trouxermos o troféu, visitá-lo juntos. Ele ficará feliz.

O Torneio de Kanto estava próximo, e a ausência de Yukimura abalaria o moral do time.

— Você está certo, Yagiri.

Sanada respirou fundo, recuperando a calma.

— Temos que manter nossa promessa a Yukimura e defender nosso título.

— Não só Kanto, mas o Nacional também — acrescentou Yanagi.

— Amanhã, reuniremos os titulares para ajustar a formação sem ele. Yanagi, pode cuidar disso?

— Claro. É o mínimo que posso fazer.

Depois de conversarem mais um pouco, cada um seguiu seu caminho, carregando pensamentos densos.

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Dia seguinte

Na sala de aula do 2º ano C de Rikkai Dai, o professor anunciou que Yukimura Seiichi estava de licença médica indefinida.

À tarde, no clube de tênis, todos souberam que o capitão ficaria longe das quadras. O vice-capitão, Sanada, assumiria o comando.

Na sala de reuniões dos titulares, os sete membros principais e o convidado especial, Kirihara, estavam sentados em um silêncio pesado. Yanagi acabara de explicar a situação detalhadamente.

— Sabendo disso, precisamos reajustar a escalação para o Torneio de Kanto.

Yanagi apontou para o quadro branco, onde as novas posições já estavam escritas.

O time original, definido após o Torneio de Kanagawa, era:

- Duplas 2: Marui & Mōri

- Duplas 1: Yagyū & Niō

- Singles 3: Yagiri

- Singles 2: Sanada

- Singles 1: Yukimura

- Reserva: Yanagi

Mas, com Yukimura fora, a lista precisava mudar.

— Primeiro, as duplas — Yanagi bateu levemente no quadro.

— Os novos pares tiveram um desempenho forte nos torneios regionais, especialmente Yagyū e Niō. Porém, desta vez, os colocarei como Duplas 2.

— O motivo? Seu estilo agressivo de identificar e destruir fraquezas rapidamente é perfeito para desmoralizar os adversários desde o início.

— Entendido — Niō falou, incomumente sério.

Yagyū só ajustou os óculos, mas uma frieura perceptível emanava de ambos.

— Quanto a Marui e Mōri-senpai, serão nossas Duplas 1. Alguma objeção?

Os dois balançaram a cabeça em silêncio.

O clima na sala estava carregado. A missão era clara: vencer por Yukimura. E nada — absolutamente nada — os impediria.

— Pode ficar tranquilo, vou vencer todas as partidas e levar o troféu do campeonato de Kanto para visitar o Yukimura no hospital — disse Marui Bunta, cerrando os punhos com determinação. A imagem de Yukimura deitado num leito hospitalar só aumentava sua vontade de vencer.

— Nunca imaginei que algo assim aconteceria. Parece que este ano não vou poder dar aquela relaxada — comentou Mori Juzaburo, com um tom mais sério do que o habitual.

Yukimura Seiichi era a pessoa com quem ele mais se dava no time de tênis. Apesar de ser o capitão, sempre o acolheu, mesmo quando ele faltava aos treinos — algo que nunca experimentara em sua escola anterior. Mesmo sendo um aluno transferido, nunca se sentiu excluído.

Por isso, agora que Yukimura estava doente, ele não podia decepcioná-lo. Pelo menos neste ano, o título de campeão de Kanto não escaparia das mãos do Rikkai Dai.

— Agora, sobre as escalações de simples — continuou Yanagi Renji, virando-se para Yuki Shinya com um ar apologético. — Yuki, você assumirá o lugar de Yukimura como o primeiro jogador de simples. Lamento, mas o acordo que você tinha com ele terá que ser cancelado.

— Não se preocupe, Yanagi. O importante é o time — respondeu Yuki, acenando com a mão em sinal de compreensão.

Com a ausência de Yukimura, Yuki Shinya, que havia derrotado Sanada Genichirô nos treinos, era agora o jogador de simples mais forte do Rikkai Dai. Os outros membros regulares não sabiam dos detalhes do confronto entre Yuki e Yukimura, apenas que o capitão teve uma crise no meio do treino.

Sanada e Yanagi evitaram mencionar o assunto, e Yuki concordou em manter silêncio. Já era difícil o suficiente lidar com a ausência de Yukimura; revelar mais detalhes poderia abalar o moral do time, e isso era o último que queriam.

— O segundo lugar de simples ficará com você, Sanada — anunciou Yanagi, recebendo um aceno confirmatório do jogador. — Eu assumirei o terceiro lugar. E, desta vez, Kirihara, você virá conosco como reserva.

Yanagi baixou o braço, encerrando as escalações. Kirihara Akaya permaneceu em silêncio, assentindo obedientemente.

[Os senpais estão assustadores hoje...]

O clima na sala de reuniões parecia gelado, a atmosfera tão pesada que até sua respiração ficou ofegante.

Sanada Genichirô levantou-se lentamente e falou com voz firme:

— Lá fora, vão pensar que, sem Yukimura, não somos mais os mesmos.

— Mas eu digo uma coisa: neste campeonato, o Rikkai Dai vai esmagar qualquer um que ousar desafiar o trono de Kanto.

— Vamos mostrar que ninguém tem o que é preciso para enfrentar os verdadeiros reis desta região!

Assim que Sanada terminou de falar, uma aura intensa e sombria pairou sobre a sala, como se o próprio ar estivesse carregado de determinação implacável.

[...]

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