O capítulo reescrito em português brasileiro:
Morihoshi Jurou, que até então estava distraído sem participar da conversa, de repente olhou para um lado e comentou:
— Vocês podem parar de se preocupar com isso, porque o sujeito já chegou.
Os membros da equipe de Rikkai olharam na direção indicada por Morihoshi e viram um jovem de cabelos negros, vestindo o mesmo uniforme que eles, se aproximando lentamente.
Logo em seguida, o resto do time se reuniu ao redor.
— Aqui está sua medalha. Eu ia entregar para o Yukimura levar pra você na escola — disse Marui Bunta, estendendo a mão.
— Valeu — agradeceu Yuuki Mayu ao receber o prêmio.
— Como estão as coisas em Tóquio? — perguntou Yukimura Seiichi com calma.
— Está movimentado, mas só isso — respondeu Yuuki de forma sucinta.
— Entendo. Tóquio realmente é próspera — Yukimura sorriu, compreendendo a mensagem implícita, e não fez mais perguntas.
— Você viu o Tezuka?! — Ao contrário da tranquilidade de Yukimura, Sanada Genichirou demonstrou grande interesse.
— Sim, encontrei ele. Passei sua mensagem.
— Ótimo — Sanada ficou satisfeito, com um brilho de determinação nos olhos, mas a próxima frase de Yuuki o desanimou completamente.
— Mas, Sanada, no seu nível atual, vai ser difícil se vingar do Tezuka.
— O quê?! — Sanada ficou petrificado, sua expressão endurecendo.
Ele sempre pensou em como se redimir contra Tezuka Kunimitsu, e ouvir aquilo de Yuuki foi difícil de engolir.
— Seu golpe "Raio" ainda tem muitas falhas. Precisa ser aprimorado.
— Sanada, só estou te avisando porque, se quer derrotar o Tezuka, precisa treinar muito mais — Yuuki falou com seriedade.
— ...Entendi — respondeu Sanada com uma expressão amarga, misturando frustração e resignação.
Se fosse outra pessoa dizendo isso, ele duvidaria. Mas vindo de Yuuki Mayu, ele levou a sério.
— Quanto ao resto, a escola mais forte de Tóquio ainda é a Hyotei, mas não são uma ameaça pra gente. Sugiro que Yanagi comece a coletar informações sobre as escolas de Kansai.
— Certo, vou me preparar — Yanagi Renji concordou com um aceno.
Se Yuuki dizia isso, então realmente não havia rivais dignos de atenção na região de Kanto. Kansai, por outro lado, sempre exigia cautela da Rikkai.
Enquanto conversavam, o grupo deixou o local. Yukimura lembrou de algo e perguntou:
— A propósito, Mayu, em que posição você quer jogar no torneio de Kanto?
Embora as etapas regionais fossem apenas formalidades para a Rikkai, o torneio de Kanto era importante, exigindo que todos os titulares participassem.
Yuuki costumava alternar entre as posições de simples, mas com a nova formação da equipe, os pares de duplas precisavam de mais tempo para se ajustar.
Seguindo a filosofia da Rikkai de que os mais fortes devem ter prioridade, Yukimura não se importaria de colocar Yuuki como o primeiro simples, mas preferiu consultá-lo.
— No torneio de Kanto... — Yuuki pensou um momento. — Coloca-me como terceiro simples, por enquanto.
— Oh? Pode me dizer por quê? — Yukimura ficou surpreso. Para ele, usar Yuuki como terceiro simples era desperdício.
— Simples. Se eu não for o terceiro simples, só vou jogar uma vez no torneio inteiro — Yuuki brincou.
— Haha, faz sentido. Então fica como terceiro simples, por enquanto — Yukimura riu, entendendo a lógica.
Como Yuuki disse, exceto na primeira rodada (onde precisariam jogar todas as cinco partidas), a Rikkai provavelmente venceria os adversários por 3 a 0. Se Yuuki não jogasse nas três primeiras partidas, ele mal teria chances de entrar em quadra.
Essa era a força absoluta da Rikkai, a equipe mais dominante de Kanto, deixando todos os outros times para trás.
— Nossa, se o Mayu for o terceiro simples, os adversários vão sofrer, hein? Não é, Akaya? — Marui exclamou, sem conseguir se conter.
Ter alguém mais assustador que Sanada como terceiro simples faria muitos jogadores questionarem suas habilidades depois de enfrentá-lo.
Kirisame Akaya concordou. Se ele fosse de outro time, preferiria encarar a cara feia do vice-capitão Sanada do que jogar contra o Yuuki.
Para ele, Sanada era uma montanha difícil de escalar, mas Yuuki era um abismo sem fundo, tão profundo que nem ousava olhar. Pelo menos por enquanto, Kirisame não tinha coragem de enfrentá-lo.
---
Capítulo 35: O convite de Yukimura, um duelo secreto
Depois de se despedir do grupo no portão da escola, Yuuki Mayu voltou para casa como de costume.
Após o torneio regional, faltava cerca de um mês para o torneio de Kanto começar. Durante esse período, o time de tênis da Rikkai entrou em modo de preparação intensiva. Os titulares treinavam por mais tempo, e alguns só saíam no final da tarde.
Yuuki achou que esse ritmo continuaria até o torneio. Mas, uma semana antes do sorteio das chaves, quando ele estava saindo do clube no horário de sempre, Yukimura Seiichi se aproximou inesperadamente.
— Mayu, tem uma coisa que quero te pedir. — Yukimura Seiichi usou um tom formal, o que surpreendeu Yuki Mayu e despertou sua curiosidade sobre o que poderia ser tão importante.
— O que seria? — perguntou Mayu.
— Bem, é um pedido pessoal meu. — Yukimura manteve o olhar fixo nos olhos de Mayu, com um brilho resoluto. — Quero jogar uma partida completa com você.
Mayu ficou ligeiramente surpreso, mas logo entendeu. A proposta repentina de Yukimura não era inesperada. Na verdade, ele até admirou que o colega tivesse esperado tanto para sugerir isso, mostrando que havia refletido bastante.
— Sem problemas. Agora mesmo?
— Vamos marcar para este fim de semana, no clube de tênis que frequentamos. Prefiro que não haja muitas pessoas por perto.
— Combinado. — Mayu assentiu, compreendendo a intenção do amigo.
Era óbvio que Yukimura havia ponderado muito antes de tomar essa decisão, não era um impulso momentâneo. Mayu suspeitava que o motivo estava relacionado à partida recente dele contra Sanada Genichirou. Após aquele jogo, Sanada havia passado por uma transformação interior, e seu desempenho, que antes evoluía lentamente, dera um salto significativo. Yukimura, por outro lado, estava estagnado há um bom tempo.
Mas isso não era culpa dele. Nem todo mundo tinha um pai que era o melhor do mundo para guiá-lo desde o início, ensinando os fundamentos e expandindo seus horizontes. Yukimura, que havia aprendido sozinho, sem um mentor, estava chegando ao limite do que sua visão atual permitia alcançar. E esse não era um problema exclusivo dele — a maioria dos jogadores de nível nacional enfrentava a mesma barreira.
Mayu decidiu que, no dia do confronto, ajudaria o amigo a superar esse obstáculo.
O tempo passou rápido, e logo chegou o dia marcado. Apesar de ser um jogo entre os dois, não estavam sozinhos: Sanada Genichirou e Yanagi Renji também compareceram. Os quatro grandes talentos do time de tênis de Rikkai estavam reunidos.
Dentro da quadra, Mayu e Yukimura se posicionaram em lados opostos. Yukimura então falou:
— Sanada, você será o juiz desta partida.
— Pode deixar comigo. — Sanada respondeu com voz firme, embora estivesse visivelmente tenso com o que viria.
Yanagi, ao lado dele, já segurava um caderno. Para ele, essa era uma oportunidade rara de coletar dados valiosos — não sabia quando teria outra chance assim.
Assumindo a cadeira de juiz, Sanada olhou para os dois jogadores e, confirmando que estavam prontos, anunciou:
— Partida começa, melhor de um set. Saque de Yuki Mayu.
O sorteio da raquete havia favorecido Mayu.
— Yukimura, desta vez não vou segurar nada. — Mayu segurou a bola com a mão esquerda, encarando o oponente com seriedade.
— Venha. — Yukimura, igualmente sério, preparou-se para receber.
Diferente do habitual, ele não estava com seu casaco característico — havia deixado tudo no banco, pronto para jogar sem restrições.
Toc, toc, toc...
Mayu quicou a bola levemente antes de lançá-la ao ar. Um raio prateado cortou o espaço acima da quadra — ele já começara com o "Flecha Sagrada", seu saque mais rápido.
Quase no mesmo instante em que a raquete acertou a bola, ela já batia no lado de Yukimura, prestes a passar por ele.
— Ainda é incrivelmente rápido! — Sanada e Yanagi trocaram olhares impressionados.
Para quem não tinha um nível alto, a bola seria apenas um borrão. Mas Yukimura reagiu no último instante, movendo a raquete com precisão para interceptar o rebote.
A bola voltou ainda mais veloz, direcionada para o canto oposto da quadra, no fundo do lado esquerdo de Mayu.
— Ele pegou! Yukimura é incrível. — Sanada não conseguiu esconder a admiração.
Mayu, por outro lado, não se surpreendeu. Era esperado que Yukimura devolvesse o saque — seria estranho se não o fizesse.
Com movimentos ágeis, Mayu chegou à posição exata a tempo de rebater a bola de revés, reiniciando o rally.
Os dois entraram em um ritmo acelerado, trocando golpes rápidos e precisos. A bola cruzava a rede como um vaga-lume, quase invisível para quem não estivesse focado.
Velocidade, força e técnica eram os pilares que definiam o nível básico de um tenista. Naquele momento, nenhum dos dois usava golpes especiais — era puro tênis de fundamento.
Mas logo Yukimura cedeu o primeiro ponto. Mayu aproveitou uma brecha e, com um golpe forte e bem-angled, acertou uma bola que raspou a linha lateral antes de sair da quadra.
— 15 a 0, vantagem de Yuki Mayu.
Com esse ponto, Mayu já tinha uma noção clara do nível atual de Yukimura. Ignorando as técnicas especiais por enquanto, os fundamentos do colega estavam entre os melhores do tênis escolar japonês.
Claro, isso era relativo. Mayu não se incluía nessa comparação — ele já havia ultrapassado esses limites e seguia em direção a um patamar ainda mais alto.
http://portnovel.com/book/26/3793
Disseram obrigado 0 leitores