Tradução pronta Mortal: Kill monsters and level up, and I will enjoy immortality! / Mortal: Mate monstros e suba de nível, e eu desfrutarei da imortalidade!: Capítulo 34

— Certo, primeiro me passe a bolsa de armazenamento — disse o jovem alto, com uma expressão de falsa integridade.

Ye Ming hesitou por um instante, seu rosto um turbilhão de dúvidas, mas acabou por desamarrar a bolsa de sua cintura e arremessá-la entre o jovem e o velho.

Os dois homens, ante a visão da bolsa, não conseguiram disfarçar a ganância em seus olhos e se lançaram em sua direção como abutres.

Por mais que tivessem combinado dividir os espólios, nenhum dos dois levava essa promessa a sério. Na lei da selva cultivadora, quem pegava primeiro guardava — a menos que o outro fosse forte demais para contestar.

Mas, no mesmo instante em que os dois se moviam, Ye Ming agiu. Seus pés explodiram contra o chão, impulsionando seu corpo como uma flecha em direção ao jovem alto.

— Seu insolente! — O jovem e o velho, ainda que ocupados com a bolsa, não haviam descuidado de vigiá-lo.

Ao verem que o rapaz, em vez de fugir como qualquer pessoa sensata, ousava atacá-los, os rostos deles se distorceram em sorrisos cruéis.

Dois tesouros mágicos foram convocados num piscar de olhos — um par de argolas douradas e prateadas, com gumes afiados que zumbiam ao cortar o ar, e um leque de espadas voadoras disparadas pelo velho, acompanhadas por um guarda-chuva amarelo carregado de maldições.

Para eles, seria o fim do rapaz insolente.

Mas então, algo inacreditável aconteceu.

Aquele jovem que antes parecia acuado e temeroso agora ostentava um olhar gelado, assassino. Com movimentos ágeis como os de um gato, ele se esquivou dos ataques como se estivesse brincando, chegando até eles em menos de um piscar de olhos.

— O quê?! — O susto bateu, mas os reflexos dos dois, temperados por anos de batalhas, não falharam. Escudos giratórios brotaram diante deles, barreiras brilhantes que deveriam ser suficientes.

Só que não foram.

Ye Ming ignorou as armas que o perseguiam. Sua mão direita brilhou, e uma lâmina bifurcada cravou-se no escudo do jovem com um baque surdo. O impacto fez o artefato tremer, mas ele segurou.

Porém, no instante seguinte, Ye Ming golpeou novamente — seu punho esquerdo, envolto em uma aura negra, esmagou o escudo como se fosse vidro.

— CRACK!

A barreira quebrou.

E então, os dedos de Ye Ming atravessaram o peito do jovem como facas quentes na manteiga.

— Isso é impossível... — O jovem arregalou os olhos quando a mão do inimigo emergiu de seu peito, segurando um coração ainda pulsante. Ele caiu de joelhos, a vida se esvaindo rapidamente de seus olhos.

Enquanto isso, as espadas e o guarda-chuva finalmente alcançaram as costas de Ye Ming, cortando e perfurando...

O velho quase riu. Aquele garoto era rápido, sim, mas ninguém sobrevivia a um ataque direto como aquele.

Até que ele notou algo estranho.

Primeiro, um escudo prateado surgiu do nada, bloqueando o guarda-chuva. Depois, para seu horror, as espadas que perfuraram as costas de Ye Ming mal conseguiram penetrar sua pele.

— Que tipo de monstro é você?! — O susto tomou conta do velho. Seu instinto de sobrevivência gritou para ele fugir, e ele obedeceu, virando-se num salto desesperado.

Mas Ye Ming já estava ali.

Seu punho fez voar o escudo do velho como um brinquedo, e, antes que ele pudesse implorar por misericórdia, uma mão envolveu sua garganta.

— Por favo—

CRUNCH.

O pescoço do velho quebrou como um graveto seco.

Atrás deles, o corpo sem vida do jovem finalmente colapsou no chão.

[Capítulo 54: Pescaria]

Ye Ming lançou um olhar rápido ao cadáver do jovem, liberou uma onda de energia mágica que exterminou de vez os vestígios de vida do ancião e, sem cerimônia, jogou o corpo no chão. Então, baixou os olhos para seu próprio peito.

A roupa em seu torso estava dilacerada, revelando um peito musculoso marcado por diversos cortes finos, dos quais escorria sangue.

— Nada mal... Aguentar o ataque de um artefato manipulado por um cultivador do estágio médio da Base Alvan e sair apenas com arranhões. O Sutra do Demônio da Calamidade pode ser uma tortura para dominar, mas os resultados valem a pena! — murmurou para si mesmo, avaliando os ferimentos.

Embora o manual do Sutra indicasse que o segundo nível possuía fases inicial, média e avançada — cada uma correspondendo aos estágios da Base Alvan —, Ye Ming ficou surpreso ao descobrir que, mesmo recém-ingressado na fase inicial, já conseguia enfrentar cultivadores do estágio médio.

Ele acabou atribuindo esse feito ao seu corpo, temperado através de antigos métodos de refinamento físico, muito mais robusto que o de outros cultivadores do mesmo nível.

— Quem sabe até onde chegarei quando atingir os estágios médio e avançado? — refletiu, com um brilho de ambição nos olhos.

Depois de trocar a roupa esfarrapada, Ye Ming vasculhou o campo de batalha, recolhendo as bolsas de armazenamento do jovem e do ancião, além dos artefatos espalhados pelo chão: os anéis, o escudo e a espada voadora. Sem demora, invocou a Jangada do Vento Negro e partiu em direção ao mercado da seita Estrela Celeste.

Durante o voo, deu uma olhada rápida nos espólios e sorriu satisfeito.

— Hehe, excelente! Isso deve valer milhares de pedras espirituais! — comentou em voz baixa.

Na verdade, aquela "fuga" do mercado havia sido uma armadilha cuidadosamente planejada. Ye Ming precisava desesperadamente de pílulas para turbinar seu cultivo, mas os recursos disponíveis nos reinos de Yue e Yuanwu estavam escassos. Sem alternativas, recorreu a um método mais... direto: eliminar outros cultivadores para roubar seus suprimentos.

Como não era fácil encontrar alvos adequados no meio do nada, ele adotou a estratégia de "pescar" os gananciosos — exibindo riqueza e provocando conflitos calculados para atrair quem tentasse se aproveitar dele.

Agora, com o Sutra do Demônio da Calamidade dominado e artefatos como as Botas do Vento Cortante e a Jangada do Vento Negro em seu poder, Ye Ming se sentia confiante para enfrentar — ou fugir — de qualquer ameaça. Além disso, eliminar aqueles que cobiçavam suas posses não pesava em sua consciência, evitando futuras complicações com demônios mentais.

— Primeira tentativa, primeiro aprendizado — refletiu, revisando mentalmente cada passo para aprimorar sua técnica.

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Capítulo 55: A Raposa das Mil Faces

Nos quatro meses seguintes, Ye Ming frequentou o mercado sob diversas identidades, gastando riquezas com ostentação calculada. Sua atuação como um jovem inexperiente — e absurdamente rico — atraiu dezenas de caçadores ambiciosos. Todos caíram em sua armadilha.

Vinte e tantos cultivadores da Base Alvan, desde iniciantes até um raro adversário do estágio avançado, foram eliminados. Ele acumulou mais de duzentas Pílulas da Agregação de Qi. Testou também contra um cultivador do estágio Qi Refinado, mas, como esperado, alvos mais fracos não rendiam espólios.

Em paralelo, Ye Ming participou de três leilões secretos, garantindo quatro frascos de Pílulas do Espírito Amarelo e — para sua surpresa e alegria — um Selo do Tesouro em forma de caveira, adquirido por 1.300 pedras espirituais. Um trunfo mortal e um estoque valioso para acelerar seu progresso.

Porém, quando planejava "pescar" mais vítimas, a sorte virou: durante uma emboscada que ele mesmo preparara, dois cultivadores do estágio avançado apareceram de surpresa. Ye Ming escapou por pouco, embora ferido.

Recuperado, retornou ao mercado para sondar o ambiente. Foi então que ouviu um comentário intrigante:

— Sabia que uma "Raposa das Mil Faces" anda circulando por aqui? Melhor não se meter em nada suspeito... — cochichou um vendedor ambulante.

— Raposa das Mil Faces? O que é isso? — perguntou um ancião ao lado.

Ye Ming sorriu por trás de seu disfarce. O codinome era novo, mas o aviso confirmava seu sucesso — e o risco crescente. Era hora de partir.

— Fala aí, o amigo Hu está se referindo àquele cara que rouba tesouros matando pessoas, né? Agora todo mundo no mercado já sabe disso, não tem nada de especial pra se gabar — uma mulher atraente em outra barraca comentou com desdém.

— Oh? Eu estava viajando esses dias e acabei de voltar. O que exatamente aconteceu com essa pessoa? Melhor eu ficar por dentro pra evitar problemas — o velho ficou curioso, o rosto mostrando interesse.

— Só pelo apelido já dá pra ver que o cara é mestre em disfarces e extremamente ardiloso. Diferente dos outros ladrões, ele não caça os ricos. Na verdade, ele finge ser rico pra atrair quem quer matar por tesouros… e aí contra-ataca. Em poucos meses, já fez mais de dez ataques. É um maluco completo! — O homem de meia-idade que havia falado primeiro descreveu com entusiasmo.

Ye Ming já estava parado discretamente na barraca do homem, observando os objetos estranhos dispostos ali, entre eles vários artefatos espirituais, alguns claramente danificados.

De repente, Ye Ming perguntou:

— Senhor colega, sou um discípulo do Portão das Armaduras Divinas e cheguei hoje. Esse tal ladrão já foi pego pelos guardas do mercado? Ainda é seguro por aqui?

A mulher, percebendo que Ye Ming estava no estágio de Fundação, iluminou o olhar e respondeu:

— Nobre ancião, ouvi dizer que os guardas mandaram um grupo especial atrás dele, mas não se sabe o resultado. Só que, quando voltaram, começaram a espalhar essa história… Acho que não pegaram, senão já teriam anunciado!

Ye Ming refletiu um instante e perguntou de novo:

— Entendo. E qual o nível de cultivo dele?

— Eu não sei direito. Alguns dizem que é do início da Fundação, outros que é do meio. Mas com certeza está acima, porque só ataca cultivadores da Fundação. Nobre ancião, tome muito cuidado! — Ela sorriu, fingindo preocupação enquanto observava Ye Ming.

Ele riu, aproximou-se da barraca dela e pegou alguns materiais de artesanato.

— Obrigado pela preocupação. Vou levar esses. Quanto custam?

— Hehe, obrigada pelo negócio, nobre ancião! Quarenta… ah, não! Trinta e sete tá bom! — Ela ficou feliz, finalmente fazendo sua primeira venda do dia.

— Tome. — Ye Ming tirou quarenta pedras de espírito e jogou na frente dela, depois saiu caminhando devagar.

O homem e o velho olharam com inveja. Por que o ancião não comprou nada deles?

— Amigo Huang, vamos voltar à história do Raposa das Mil Faces e como ele age… — O homem de meia-idade, incapaz de se conter, voltou ao assunto assim que Ye Ming saiu.

Mas antes que ele continuasse, o velho o cortou:

— Pra quê ficar nisso? Se o cara só ataca os da Fundação, o que tem a ver com a gente? Nós mal chegamos no Estágio Qi! Melhor focar em chamar clientes!

De longe, usando sua percepção espiritual, Ye Ming ouviu tudo e sorriu, relaxado.

Então ele foi direto a uma cabana simples e bateu na porta seguindo um padrão específico.

Hoje era dia de leilão secreto, e Ye Ming não perderia por nada. Independente do que acontecesse, ele sempre aparecia ali todo mês na mesma data.

Pouco depois, a porta se abriu, revelando uma mulher de uns trinta anos.

Com apenas sete camadas de Qi, ela reconheceu Ye Ming imediatamente e sorriu:

— Ah, o nobre Ye chegou! Venha comigo, o leilão já vai começar!

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