Tradução pronta Mortal: Kill monsters and level up, and I will enjoy immortality! / Mortal: Mate monstros e suba de nível, e eu desfrutarei da imortalidade!: Capítulo 32

Iê Ming viu a expressão do jovem e um olhar severo cruzou seu rosto.

— Se você não quer, então é melhor eu te matar mesmo. Essa besta espiritual não faz falta pra mim — disse, erguendo o pé direito e pisando com força.

— Ai! Eu aceito, aceito! — o jovem gritou, desesperado, vendo que Iê Ming não estava brincando.

Mas seu pedido de clemência veio um pouco tarde. Crack! Um osso quebrou — mais uma costela do jovem se partiu sob o pé de Iê Ming.

Felizmente, ele não pressionou mais, evitando danos piores.

— Tssss! — O jovem respirou fundo, tentando suportar a dor. Será que esse cara realmente não quer a besta? Pensou, resmungando em seguida:

— Perdão, colega cultivador... Aqui, nem energia espiritual nem consciência podem se manifestar. Preciso sair para quebrar o contrato com a Fera das Sombras. Assim que estivermos lá fora, eu te entrego a besta. Como prova da minha sinceridade, pode ficar com minha bolsa de armazenamento agora mesmo.

Iê Ming afastou o pé e ia responder quando, de repente, franziu a testa e olhou para a entrada da caverna.

Passos firmes ecoaram, seguidos por uma risada sonora:

— Hahaha! Frio Demoníaco, olha só! Já peguei o velho! O que você está fazendo aí?

No mesmo instante, um homem de meia-idade, com traços marcantes e ar severo, surgiu na entrada. Ele carregava um ancião desmaiado, cujas roupas estavam encharcadas de sangue no peito — claramente, havia sido brutalmente espancado.

Ao ver Iê Ming de pé e o Frio Demoníaco caído no chão, o sorriso do homem se transformou em fúria:

— Quem é você? O que fez com o Frio Demoníaco?

— Ah, então você tem comparsa — Iê Ming comentou, olhando para o homem caído a seus pés com um sorriso irônico.

— Cof cof... Ele é meu parceiro. Estávamos perseguindo esse velho, nosso inimigo. Agora que o pegamos, finalmente nos vingamos — o jovem respondeu, apontando para o homem e o ancião, com uma expressão entre alívio e medo.

— Ei, rapaz! Eu te perguntei algo! — O homem de meia-idade rosnou, irritado com a indiferença de Iê Ming.

Mas então percebeu: se esse cara derrotou o Frio Demoníaco, certamente também poderia vencê-lo. Disfarçadamente, começou a recuar.

— Acha que pode fugir? — Iê Ming percebeu a intenção do homem e, com um brilho frio nos olhos, lançou-se em sua direção como um raio.

O homem praguejou internamente. Esse sujeito é perigoso! Sem pensar, girou e correu de volta para o túnel.

Mas mal havia avançado alguns passos quando ouviu um assobio no ar atrás dele. Ele se jogou no chão, rolando, e ao se virar, viu Iê Ming já no local onde estivera, recolhendo o punho.

— Tsss! Esse maldito é rápido! — O homem se levantou, agachando-se ligeiramente, pronto para contra-atacar.

Se não podia fugir, melhor lutar.

— Hehe, não precisa sair correndo. Como posso te chamar? — Iê Ming perguntou calmamente, como se nada tivesse acontecido.

— Sou Cinza Veia. Nunca te vi antes. Não temos nenhum conflito, certo? — respondeu o homem, cauteloso.

— Cinza Veia e Frio Demoníaco... Sim, são vocês mesmo — Iê Ming sorriu, como se tivesse confirmado algo.

— Você nos conhece? — Cinza Veia ficou perturbado.

Mas a resposta veio em forma de soco.

Iê Ming avançou como um furacão. Cinza Veia tentou desviar, mas o punho já estava a centímetros de seu peito.

No último instante, ele cruzou os braços na frente.

Bang! Crack!

Os dois ossos dos braços se quebraram, dobrando-se em ângulos grotescos.

— ARGH! — Cinza Veia gritou, cambaleando para trás.

— Corpo de um cultivador do Estágio de Fundação é mesmo resistente — Iê Ming murmurou, admirando seu próprio punho.

Aquilo tinha sido apenas um golpe casual, sem nem três décimos de sua força.

— Quem... quem é você? Por que está fazendo isso? — Cinza Veia perguntou, tremendo, enquanto Iê Ming se aproximava.

Ele se arrependia amargamente de ter entrado na Montanha Ráo Feng. Sabia que magia não funcionava aqui, mas confiara em seu corpo treinado.

E agora? Encontrara um monstro ainda mais forte.

— Shhh — Iê Ming colocou um dedo nos lábios, sorrindo.

— Quem eu sou não importa. O que importa é que você me encontrou... e nunca mais vai sair daqui. Você está certo, não temos conflito. Mas vocês são como poções ambulantes. E, no fim das contas... alguém precisa de motivo para matar e saquear?

— Colega, você não pode me matar! Eu lhe dou muitas pedras de espírito, e se me matar, com certeza virão pessoas poderosas atrás de você — disse Qingwen engolindo seco, tentando alternar entre suborno e ameaça.

Capítulo 51: Cumprir ou quebrar uma promessa? (Capítulo extra hoje)

— O que você disse?! — Os olhos de Ye Ming faiscaram de fúria ao ouvir a ameaça. Seu corpo se projetou num salto, fechando a distância entre eles.

Suas mãos se estenderam como garras, mirando direto para a cabeça de Qingwen.

Mais lento e com ambos os braços quebrados, Qingwen mal teve tempo de reagir. Seus movimentos truncados não acompanharam o pânico — quando tentou abaixar a cabeça, já era tarde demais.

Com um torção seca, Ye Ming girou o crânio 180 graus. Um estalo seco ecoou na caverna.

— Ugh... — O corpo de Qingwen desabou no chão antes mesmo do gemido terminar.

Ao abrir a bolsa e ver mais dez Pílulas de Reunião de Qi, um sorriso satisfeito surgiu no rosto de Ye Ming.

Estava a ponto de revistar o cadáver quando...

[Ploc!]

Algo saltou da cintura do morto — um vulto negro do tamanho de um punho que disparou pelo túnel.

— O sapo das sombras que o Gelo Demônio mencionou?!

Em três passos ágeis, Ye Ming interceptou a criatura, agarrando-a no ar. Era idêntica ao anfíbio anterior, só um pouco menor.

Depois de saquear os pertences de Qingwen, Ye Ming retornou à caverna principal com o sapo nas mãos.

O Gelo Demônio ainda jazia no mesmo lugar. O velho permanecia inconsciente.

— Colega é verdadeiramente invencível... — murmurou o prisioneiro ao avistar o sapo, seu sorriso forçado escondendo o desespero.

Sem pronunciar palavra, Ye Ming se aproximou. De repente, seu pé direito esmagou o braço do ferido com um estalo seco.

— Aaah! Misericórdia, por favor!

— Não se atreva a jogar sujo comigo! — O chute seguinte expôs uma estaca de ferro escondida na manga do Gelo Demônio, cujo rosto se descorou.

Dirigindo-se ao ancião, Ye Ming hesitou por um instante antes de quebrar-lhe o pescoço com um movimento preciso.

"Descansem em paz. Suas mortes valem pelo menos vinte pílulas agora. Na senda da imortalidade, todos temos sangue nas mãos", ponderou internamente, recolhendo outro saco de armazenamento.

— Levante-se. Saímos agora — ordenou ao Gelo Demônio, confiscando seu sapo das sombras e o saco restante.

— Sim, sim... — O ferido se ergueu com dificuldade, o terror estampado no rosto. Cada movimento irradiava dor, mas o medo da morte o impelia adiante.

[...]

Uma hora depois, emergiam num vale nos arredores do Monte Raofeng. Aqui, a influência nefasta do terreno enfraquecera o suficiente para permitir algum uso de energia espiritual.

— Estes sapos também são seus? — Ye Ming ergueu os anfíbios capturados.

— Sim... meu colega os emprestou para rastrear alvos — admitiu o Gelo Demônio, resignado.

— Quebre os contratos de servidão.

— E se eu fizer... você jura por sua tribulação do coração demoníaco poupar minha vida?

— Não faço juramentos levianos. Mas cumprirei minha palavra desta vez — Ye Ming inclinou a cabeça. — Se nos cruzarmos novamente, porém, não prometo nada.

O rosto do prisioneiro se contorceu em conflito interno antes de ceder:

— Que assim seja.

Um ponto verde do tamanho de grão de arroz escapou de suas narinas, dissipando-se no ar. Imediatamente, os sapos em mãos de Ye Ming se agitaram, coaxando em frenesi.

— Já está feito. Posso ir? — perguntou o Gelo Demônio, contendo a esperança.

Sem responder, Ye Ming golpeou os anfíbios para imobilizá-los e os guardou num saco de bestas. Então, para surpresa do prisioneiro, saiu em disparada entre as rochas.

— O que...? — O Gelo Demônio ficou paralisado pela perplexidade antes que o instinto de sobrevivência falasse mais alto. Sorrindo de alívio, correu na direção oposta, rumo à liberdade.

O corpo ágil e a velocidade impressionante do homem de gelo pareciam desafiar lógica, como se as fraturas no peito e nos braços simplesmente não existissem.

Mas, após correr cerca de trezentos metros, sua expressão mudou bruscamente. Ele virou a cabeça para trás, alarmado.

Lá estava ele — um jovem vestido de branco se aproximando em alta velocidade, reduzindo a distância entre eles em um piscar de olhos. Era o mesmo homem detestável de antes!

— Amigo, ainda precisa de algo? — perguntou o homem de gelo, a voz tensa, um pressentimento sombrio se formando em seu peito.

— Hehe, da primeira vez, eu te deixei ir. Já estava até caminhando de volta. Mas esta é a segunda vez que nos encontramos... — O sorriso de Ye Ming era quase inocente, mas as palavras que saíam de sua boca eram geladas. — Então, matar você agora não quebra minha palavra.

— Você... nunca vi alguém tão descarado! — O homem de gelo explodiu de raiva. Com um gesto rápido das mãos, tentou invocar seu segredo demoníaco.

Mas, ainda preso na influência das energias malignas do local, onde não havia energia espiritual externa, seu poder interno estava severamente limitado.

Um brilho azul cintilou em sua pele, formando uma barreira translúcida que rapidamente tentou se solidificar. No entanto, a luz oscilou, fraca e instável, resultando em uma camada frágil e quase transparente — através dela, era possível ver a transformação grotesca ocorrendo dentro.

Seu corpo inteiro cobria-se de cristais gelados branco-azulados. Seu rosto alongava-se, assumindo traços lupinos, enquanto uma cauda de gelo brotava de sua espinha. Uma visão perturbadora!

Ye Ming, no entanto, não estava disposto a esperar que o inimigo concluísse sua transformação. Decidido a eliminar qualquer testemunha, ele agiu antes que o oponente ganhasse força.

No instante em que terminou de falar, seu corpo já estava em movimento.

Capítulo 52: O Leilão

Em dois passos, Ye Ming fechou a distância.

Seus punhos reluziram com um brilho sombrio — luvas negras de pele surgiram em suas mãos, adornadas com protuberâncias brancas e afiadas nas juntas dos dedos.

Antes mesmo de alcançar o homem de gelo, seus braços já estavam em posição. Assim que se aproximou, os punhos começaram a chover sobre a barreira azul.

— Boom! Boom! Boom! — Em poucos golpes, a luz protetora já tremeluzia, prestes a se desfazer.

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