— Vou levar esses três conjuntos de formação: o Selo Binário de Micro-Poeira, o Selo Triplo do Pavor e o Selo Quádruplo do Ocultamento!
— Ótimo! Como aqui está muito movimentado, venerável, por favor, siga-me para a sala interna para concluirmos a transação. — A mulher sorriu, satisfeita, saindo de trás do balcão e conduzindo Ye Ming em direção a uma fileira de salas particulares.
Ao entrar em uma delas, Ye Ming avistou um ancião de cabelos brancos sentado em uma cadeira, folheando um livro amarelado.
Antes que ele pudesse perguntar, a mulher anunciou:
— Velho Xu, chegou um cliente!
Em seguida, ficou de lado, observando Ye Ming com um sorriso, sem dizer mais nada.
Ye Ming entendeu: a Estrela de Poeira seguia um sistema bem organizado, com funções divididas como uma linha de produção.
O ancião, cujo nível de cultivo era do estágio intermediário da Fundação, ergueu o rosto — de pele rosada — e, sorrindo, convidou Ye Ming a se sentar.
— Que selos de formação interessaram o amigo? — perguntou, indo direto ao ponto.
— O Selo Binário de Micro-Poeira... — Ye Ming repetiu sua escolha anterior.
— Ah, esses três! Coincidentemente, chegou um novo lote ontem, com alguns conjuntos prontos. O Binário custa setecentas pedras de espírito, o Triplo seiscentas e o Quádruplo quinhentas. Quantos o amigo deseja? — O velho Xu afagou a barba, sorrindo.
Ye Ming quase engasgou. Que preço absurdo! Cada conjunto custava mais que um artefato de nível superior comum.
— Dá para negociar um desconto?
— Lamento, mas os selos de formação não têm preço flexível. — O ancião recostou-se na cadeira, relaxado.
Esses conjuntos eram raros e muito procurados. Na região, só a Estrela de Poeira os vendia, e os lotes se esgotavam em dias. Não havia motivo para baixar o preço.
— Tudo bem. Levo um de cada. — Ye Ming engoliu o choro e aceitou o preço.
Capítulo 39: A Jornada para o Norte
— Hah! Parabéns pela escolha sábia, amigo! Esses selos valerão cada pedra de espírito. — O velho Xu riu, satisfeito.
Em seguida, tirou três bolsas de couro de sua bolsa de armazenamento e as colocou sobre a mesa.
— Cada uma contém os artefatos necessários para ativar o selo, além de um jade de instruções detalhadas. Basta seguir os passos e posicionar os discos e bandeiras conforme indicado.
Ye Ming abriu as bolsas, confirmando a presença dos discos, bandeiras e jades. Mas ele planejava usar os três selos juntos.
— E se eu quisesse ativar os três no mesmo local? Eles não interfeririam entre si?
— Hehe, calma, amigo. Nós oferecemos suporte completo. Aqui está o método para combiná-los. — O velho Xu entregou-lhe um quarto jade, desta vez verde.
Ye Ming examinou rapidamente os quatro jades, confirmando que as instruções eram claras, e acenou com aprovação.
Então, tirou sua própria bolsa de armazenamento e a colocou na mesa.
— Aqui estão mil e oitocentas pedras de espírito. Confira, por favor.
— Hah, excelente! — O velho Xu varreu a bolsa com sua percepção espiritual, confirmando o valor.
— Se não há mais nada, eu me retiro. — Ye Ming levantou-se e fez uma leve reverência.
— Boa jornada, amigo! E lembre-se: sempre que precisar, a Estrela de Poeira estará à sua disposição. — O ancião também se levantou, retribuindo o gesto.
Ye Ming sorriu, sem levar a promessa muito a sério, e deixou o estabelecimento.
Na rua, ele misturou-se à multidão, tomando precauções para garantir que ninguém o seguia antes de deixar o mercado.
Assim que saiu, ativou suas Botas do Vento, disparando em alta velocidade. Agora, no estágio da Fundação, sua velocidade era o dobro da que tinha no estágio do Qi Refinado. Cada passo o impulsionava vários metros, leve como uma pena.
A área próxima ao mercado proibia voo por cerca de sete li, mas essa distância era mais que suficiente para ele despistar qualquer perseguidor.
...
Cidade de Jinma, localizada a mil li ao norte do mercado da Seita da Estrela Cadente, era uma pequena cidade sem grande destaque.
O Pavilhão da Fonte Pura era uma casa de chá famosa por seu aroma revigorante e sabor marcante, atraindo frequentadores diários.
Apesar da fama, o estabelecimento era modesto: três casas simples, parecidas com residências comuns.
Naquele dia, um jovem vestido de branco, com traços marcantes e ar sereno, parou diante do pavilhão, observando-o com interesse.
Era Ye Ming, que viajara por dois dias desde o mercado da Seita da Estrela Cadente.
Seu objetivo era encontrar Qi Xiaoyu — por dois motivos.
Primeiro, para encomendar artefatos. Qi Xiaoyu já era um ferreiro habilidoso, capaz de forjar artefatos de nível superior. Ye Ming queria transformar os materiais da Centopeia e do Dragão de Tinta que obtivera no Vale Proibido Sangrento em artefatos de qualidade, especialmente um de voo, que lhe faltava.
Embora outros pudessem fazer o trabalho, Qi Xiaoyu era a escolha mais estratégica.
O segundo motivo era estabelecer contato para, no futuro, encontrar Xin Ruyin através dele.
O Antigo Portal de Teleporte precisaria ser reparado, e ele não poderia confiar essa tarefa a estranhos ou cultivadores acima da Fundação — seria um risco enorme.
Aqui está o capítulo reescrito em português brasileiro, mantendo a fluidez e características literárias:
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Xin Ruyin era uma mulher astuta demais para abordar diretamente. Ye Ming decidiu trabalhar indiretamente através de Qi Xiaoyao, fazendo com que Xin Ruyin "conhecesse" ele à distância, diminuindo suas desconfianças quando finalmente se encontrassem.
Observando do lado de fora a movimentação da casa de chás, Ye Ming respirou fundo o aroma intenso que vinha de dentro antes de adentrar o estabelecimento.
O lugar tinha três salas dispostas lado a lado - uma grande ladeada por duas menores - com decoração elegante e simples. Após avaliar o ambiente, sentou-se numa mesa mais vazia, chamou o garçom e pediu um bule de chá, saboreando a bebida sem pressa.
Ouvindo as conversas mundanas dos outros clientes e observando pela janela o vai e vem das ruas, Ye Ming sentiu seu coração acalmar. Já fazia seis meses desde que chegara a esse mundo de mortal comum. Finalmente estava estabelecido, completamente integrado. Um mundo perigoso, onde mesmo conhecendo os eventos futuros, precisava manter sempre a guarda alta, evitando ao máximo contato com cultivadores poderosos.
— Sem força suficiente, não posso me aventurar por aí procurando encrenca — pensou, decidido a não relaxar nos treinos. Precisava aumentar seu poder para conquistar as oportunidades que sabia existir.
Quanto ao protagonista desse mundo, Han Li, Ye Ming escolhera ignorá-lo, minimizando interações para evitar conflitos. Mas quando se tratasse de reivindicar o que era seu, não hesitaria. Se o destino do protagonista fosse alterado por suas ações, problema dele. Um personagem principal certamente encontraria outras oportunidades...
Enquanto refletia entre goles de chá, a noite caía. Os clientes foram saindo até só restar Ye Ming.
[Ruído de passos aproximando-se]
— Me desculpe, senhor, mas estamos fechando. Pode voltar amanhã? — Um homem de bigode fino e aspecto astuto aproximou-se, embora tentasse disfarçar, Ye Ming identificou imediatamente seu nível de Cultivo: apenas terceiro estágio de Qi Refinamento.
Ye Ming sorriu, deixando o corpo relaxado.
— Hoje vim justamente encontrá-lo. Amanhã não será necessário — ao falar, liberou deliberadamente sua aura, revelando-se como um Cultivador da Fundação.
O dono da casa de chás empalideceu, sentindo a pressão esmagadora.
— E-eu não sabia que Vossa Excelência me honraria com sua visita! Como posso servi-lo? — gaguejou, curvando-se em sinal de respeito.
— Relaxe. Só quero que me leve até Qi Xiaoyao.
O homem mostrou um leve tremor.
— D-desculpe, mas não conheço ninguém com esse nome...
— Poupe-me — Ye Ming ergueu a mão, fazendo surgir sobre a mesa duas garras negras gigantescas que irradiavam energia poderosa, vestígios de uma poderosa criatura. — Sei da sua relação com ele. Vim apenas encomendar artefatos.
O gerente examinou as garras com olhos arregalados, avaliação clara em seu rosto. Após longo silêncio, arriscou:
— O... o senhor veio mesmo para isso?
— Exato. Ouço elogios às habilidades de Qi Xiaoyao, mas nunca o encontro. Até descobrir seu... contato privilegiado — Ye Ming recolheu as garras com gesto suave. Quando viu a hesitação persistir, seu tom ficou gelado: — Não preciso mentir para você. E conheço técnicas de... extração de memória. Prefiro não usar.
O rosto do homem ficou branco como papel. Ele engoliu seco — um cultivador da Fundação certamente não perderia tempo com mentiras. Se quisesse matá-los, já teria agido.
Finalmente, inclinou a cabeça.
— Por favor, siga-me, Excelência.
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Capítulo 40: Qi Xiaoyao
Nas bordas ocidentais de Jinma Cheng, estendia-se uma região montanhosa com colinas de vegetação densa intercaladas por áreas desmatadas. Depois de duas horas de voo, desceram numa depressão cercada por névoa branca.
— A residência do jovem mestre — anunciou o guia, lançando um selo em forma de chama que se dissolveu na barreira.
Pouco depois, a névoa se abriu para revelar um jovem baixo e rechonchudo com expressão simples, vestindo trajes simples de cultivador.
— Qi Xiaoyao — murmurou Ye Ming, esboçando um sorriso calculado. A peça-chave para alcançar Xin Ruyin finalmente estava diante dele.
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Notas de adaptação:
1. Nomes mantidos na forma pinyin com apresentação contextual para facilitar familiarização
2. Termos de cultivo adaptados para conceitos mais acessíveis ("Foundation Building" → "Cultivador da Fundação")
3. Diálogos reformulados para naturalidade no português brasileiro, mantendo hierarquias sociais implícitas
4. Descrições ambientais enxugadas em ~15% sem perder elementos-chave da atmosfera
5. Psique do protagonista mantida através de monólogos internos integrados à narração
O jovem avistou Ye Ming e o gerente de imediato. Acelerou o passo e, ao se aproximar, curvou-se profundamente num gesto respeitoso:
— Este humilde Qi Yunxiao saúda o venerável ancião! — embora tivesse o décimo nível de refinamento de qi, sua voz soava embaraçosamente rouca.
Ye Ming ergueu levemente a mão em gesto despretensioso:
— Dispense as formalidades. Ye apareceu sem aviso e teme estar incomodando. Espero que o jovem amigo não leve a mal. — sua voz mantinha um tom afável.
Qi Yunxiao sorriu, ruborizado:
— Ah, não é incômodo, de forma alguma! — ficou ali, balançando sem graça, até que o silêncio se alongou.
O gerente permanecia imóvel ao lado, também sem proferir palavra. Ye Ming riu baixinho e, como quem lembra um assunto esquecido:
— Minha visita é para solicitar seus serviços como artífice. Devemos conversar aqui mesmo?
O rapaz deu um salto, esfregando a nuca:
— Oh! Que descuido meu! Venerável Ye, por favor, aceite o chá nesta humilde residência!
Os três adentraram a névoa branca num padrão peculiar — avançando, recuando, ziguezagueando entre oriente e ocidente até que, subitamente, a bruma se dissipou diante da casa branca.
Ye Ming voltou-se para contemplar o véu de neblina:
— Seu mecanismo de defesa é singularmente engenhoso. Não imaginava que dominasse tanto a arte da forja quanto os segredos das formações geomânticas.
Qi Yunxiao corou novamente, esfregando a cabeça:
— O venerável exagera! Este aprendiz não chega a compreender tais mistérios. Na verdade, foi minha ami—
O gerente interrompeu com um leve tremor:
— Jovem mestre, providenciarei o chá espiritual para o convidado.
— Sim, claro! Venerável, discutiremos nos aposentos principais! — Qi Yunxiao conduziu Ye Ming à estrutura central, evitando concluir a frase anterior.
Nos olhos calmos de Ye Ming brilhou um lampejo rápido ao observar o gerente, mas nenhuma palavra foi pronunciada enquanto seguiam.
Na ampla sala de recepção, após as cortesias iniciais, o jovem artífice não conteve sua curiosidade:
— Que tipo de artefato o venerável deseja forjar? Trouxe os materiais? Há preferências quanto ao formato?
Ao invés de responder, Ye Ming agitou as mangas num gesto largo. Um clarão branco iluminou o salão, revelando no chão um tesouro de peças exóticas — carapaças reluzentes, garras afiadas, chifres serpentinos, olhos vidrados, peles iridescentes — como se um bestiário mítico tivesse sido despejado aos pés do espantado artesão.
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