Tradução pronta Thanks for the invitation, I just entered the chat group / Obrigado pelo convite, acabei de entrar no grupo de bate-papo: Capítulo 5

Depois de acompanhar a família de Lu Mingfei até o elevador exclusivo para descer, o Professor Guderian franziu a testa e perguntou a Chen Motong:

— Você acha que eles não acreditaram na gente? Mas nós realmente queríamos recrutar Lu Mingfei como aluno. Como é que eles não concordaram?

— Ele é o aluno que o reitor insistiu especialmente para recrutar, o mais importante da lista de admissões. Além disso, os pais de Lu Mingfei parecem ter uma relação especial com o reitor. Isso está complicado.

— Relaxa, é só o velho truque de "afastar para capturar melhor". — Chen Motong deu de ombros. — Aquele garoto vai acabar cedendo!

— Como você sabe? Ele parecia tão tranquilo, já os pais dele não pareciam ter problema nenhum. — O professor Guderian coçou a cabeça. — O que será que ele está esperando?

— É a namoradinha dele. — respondeu Chen Motong.

— Eles já foram embora, não precisa ficar brincando.

— Falo sério. — Chen Motong colocou a língua para fora. — Não comi o suficiente, ainda estou com fome…

......

......

Subindo as escadas, o prédio não tinha elevador e ia só até o sétimo andar. No último piso, o terraço estava cercado por máquinas de ar-condicionado barulhentas e um emaranhado de tubulações. O condomínio havia colocado um portão de ferro no corredor, com a placa: "Terraço Fechado".

Mesmo que estivesse aberto, ninguém subiria até lá. A escada que levava ao terraço parecia saída de um filme de terror — cheia de caixas de papelão, dois motores velhos e um sofá e mesa de centro abandonados pelos moradores do sétimo andar, tudo coberto de poeira, com espaços tão apertados que mal dava para pisar.

Lu Mingfei pulava com agilidade pelos pequenos vãos, como um canguru, lembrando exatamente cada ponto de apoio: os dois tijolos escondidos nos papéis, a base resistente do motor quebrado, a única perna ainda inteira da mesa velha. Esses degraus improvisados eram como ilhas, ajudando-o a atravessar esse mar de entulho.

Do outro lado estava o portão de ferro, e além dele, a escuridão e um mar de estrelas.

Com facilidade, Lu Mingfei passou pelo maior vão do portão e saiu, parando sob o céu estrelado, respirando fundo enquanto observava a cidade à noite.

Mesmo depois de tantos anos, ele ainda mantinha esse hábito: sentar na borda do terraço, com as pernas balançando no vazio, enquanto olhava as luzes da cidade. Os contornos rígidos dos arranha-céus do distrito comercial pareciam gaiolas feitas de luz. Mais adiante, um vasto lago se estendia, e a marginal próxima estava repleta de carros, seus faróis formando rios brilhantes que serpenteavam sem fim.

Uma mão pequena tocou a dele. Lu Mingfei olhou de lado e viu Lu Mingze, que havia aparecido sem fazer barulho ao seu lado, mas logo voltou a contemplar o céu infinito.

— Irmão, depois que você viu Chen Motong hoje de manhã, descobri algo. — O diabinho falou baixinho.

— Neste mundo, a parte do poder de Nidhogg que foi roubada é justamente a que está em Chen Motong. Por isso, ela não será um recipiente para o poder do Rei Negro desta vez, e também não tem aquela habilidade de “leitura psicológica”.

— Sei que você não liga para o fato de que roubaram parte do poder, mas vim te contar o que realmente te interessa: depois que o velho da família Chen descobriu que ela não era um recipiente, ele desistiu de treiná-la e passou a tratá-la como uma mera parente comum. E não é mais a noiva que a família Gattuso arranjou para Cesar. Então...

— Ou seja...? — Os olhos de Lu Mingfei gradualmente brilharam.

— Isso mesmo. Ou seja, Chen Motong e Cesar ainda não se envolveram. Ela está solteira agora.

— Então, qual será a sua escolha desta vez, irmão? Aquela garota que antes estava inalcançável, que você só ousava admirar de longe? Ou aquela que se ajoelhou, que te amou até o osso, que te abraçou com todas as forças no penhasco?

Lu Mingze virou-se, encarando Lu Mingfei com olhos dourados que brilhavam intensamente, esperando sua resposta.

— Eu... eu não sei. No caso da Hirezé, sinto mais culpa, não sei bem o que sente. Mas também não dá pra ter as duas, né? — Lu Mingfei coçou a cabeça.

— Vamos passo a passo. Por enquanto, o mais urgente é recuperar nosso poder. Sem poder, nada adianta. Não quero ficar de mãos atadas como da última vez.

— Incrível! Esse é o meu irmão! Você já sofreu tanto, agora é hora de aproveitar a vida! — O diabinho abraçou o pescoço dele e deu um beijo exagerado no rosto, com um sorriso quase frenético.

— Se é assim, eu, como seu fiel ajudante, farei de tudo para te apoiar. Quanto ao nosso poder, não se preocupe. No fim, ainda somos os soberanos deste mundo. O que é nosso, voltará para nós.

— E como você vai ajudar? — perguntou Lu Mingfei, curioso.

— As minhas meninas ainda estão por aí. Pode pedir qualquer coisa a elas.

— Mas nesta vida, nós já deveríamos ser fortes o suficiente para qualquer coisa. É meio cruel envolver elas de novo e arruinar as vidas delas. Seria melhor deixar que...

Lu Mingfei se lembrava de sua vida passada: as três "mães adotivas" morreram por ele. Principalmente aquela garota fria como o inverno, que sempre foi uma ferida em seu coração.

— Irmão, acho que você está entendendo errado. E desde quando você ficou tão sentimental?

Lu Mingze virou devagar, encarando o rosto de Lu Mingfei com olhos da cor de lava, refletindo uma luz perigosa, como uma fera prestes a atacar.

— Desde o momento em que fizeram um pacto comigo, até o fim do mundo, mesmo que caiam no abismo do inferno, elas serão minhas.

Lu Mingfei não olhou para ele. Depois de um longo silêncio, murmurou:

— E mesmo assim você continua bancando o bobo na frente delas... Isso magoa uma garota, sabia?

Sua voz era suave, flutuando no ar antes de se dissipar no vento frio da noite.

O diabinho já havia desaparecido.

Capítulo 6 – O Encontro (Parte 1)

— O vestibular está chegando, que tal uma última reunião do clube de literatura? — Chen Wenwen sugeriu no grupo do clube. Vários responderam animados, mas Lu Mingfei ignorou, abrindo uma partida de StarCraft sem nem olhar as mensagens.

Era o tipo de proposta que só ela poderia fazer. Zhao Menghua uma vez brincou dizendo que Chen Wenwen era como Liu Bei do clube de literatura, porque ambos tinham um poder de atração inegável sobre os homens.

— Eu estava pensando em juntarmos dinheiro para alugar uma sala de cinema e assistirmos a um filme juntos. — disse Chen Wenwen.

O grupo estava cheio de animação novamente.

— O que estão vendo? O que estão vendo? — perguntou Zhao Menghua.

— Transformers 2!

— Exterminador do Futuro 4 é melhor!

— Up: Altas Aventuras é mais legal, tá super em alta esses dias.

— Que tal Wall-E? Eu queria ver de novo... — sugeriu Chen Wenwen.

— Wall-E? Tá bom então. Vamos levar lanches e bebidas — disse Zhao Menghua com um tom meio decepcionado. Desde o ensino fundamental, ele tinha um professor particular de inglês, e seu nível no TOEFL era absurdo para um estudante do ensino médio. Ele nunca assistia a filmes dublados e só lembrava dos títulos em inglês.

— Eu banco a pipoca e o refri, o resto não é comigo! — A Pequena Deusa, como sempre, estava cheia de generosidade na hora de pagar.

— Então a gente combina, Pequena Deusa! Você paga a pipoca e o refri, e eu como e bebo. Que tal? — Lu Mingfei, aproveitando que o oponente no jogo estava fraco, digitou uma bobagem no grupo do QQ enquanto esperava.

— Tá maluco? Combina com o quê? — Como esperado, a Pequena Deusa respondeu com total desdém.

Os outros rapidamente enterraram a piada sem graça de Lu Mingfei. Todos estavam animados com o plano: antes da formatura, o clube de literatura assistiria a um filme de animação numa sala privativa. Parecia uma ótima memória pra guardar.

— Então, Lu Mingfei, você vem comigo comprar os ingressos. Todo mundo passa o dinheiro pra ele — disse Chen Wenwen.

Lu Mingfei quase recusou. Ele já tinha renascido uma vez e não era mais apaixonado por Chen Wenwen. Por que diabos ia continuar sendo capacho dela? Mas, pensando melhor, acabou não dizendo nada.

O grupo apoiou a ideia. Afinal, uma das principais funções de Lu Mingfei como tesoureiro do clube de literatura era justamente coletar dinheiro e fazer serviços braçais. Era tradição.

Enquanto a base inimiga no jogo explodia após sua jogada impecável, Lu Mingfei esticou os braços e clicou no ícone do panda travesso. Lao Tang já tinha enviado uma dúzia de mensagens.

— Lao Tang, foi mal. Uma faculdade me chamou pra entrevista, tive que me preparar e sumi esses dias.

— Que faculdade? Nos EUA? Se vier pra cá, eu te levo pra dar um rolê de Greyhound pelo país!

— É nos EUA, mas fica num subúrbio longe de Chicago.

— Que pena, então não vamos poder jogar juntos. Mas se tiver chance, vem me visitar em Nova York!

Lu Mingfei digitou: — Beleza, quando for, tô contando com você.

O ícone de Lao Tang ficou cinza. Ele tinha saído. Lu Mingfei fechou o QQ.

......

Agora, ele caminhava ao lado de Chen Wenwen.

— Qual faculdade você quer tentar, Lu Mingfei? — ela perguntou.

Eles tinham acabado de reservar uma sala no cinema para assistir Wall-E. Depois, ele acompanhou Chen Wenwen a comprar um saco de papel cheio de campainhas-de-vento — ela disse que a mãe adorava. Agora, com o saco nos braços, ela caminhava tranquilamente ao seu lado.

— Vou pra qualquer uma que me aceitar — respondeu ele, desinteressado.

Chen Wenwen olhou pra ele, sentindo que algo estava diferente, mas sem conseguir definir o quê.

— Você vai ficar por aqui?

— Se der, sim.

— Eu quero ir pra Pequim. Zhao Menghua e Su Xiaoqiang também vão pra lá — ela murmurou.

— Pequim é ótima — disse Lu Mingfei. Como ele não tinha percebido o subtexto antes? Tinha sido tão idiota, correndo atrás dela. Chen Wenwen obviamente queria ir pra mesma universidade que Zhao Menghua. O que ele tinha a ver com isso? No passado, ele ainda tinha ficado todo feliz achando que ela queria ficar perto dele.

— Você também gosta de Pequim?

— Lá tem aquela sopa de costela de carneiro no caldeirão! — Ele soltou outra bobagem, mas sua mente já estava naquela figura vermelha-escura. Quando ela apareceria?

Chen Wenwen sorriu discretamente e murmurou um "aham".

O silêncio entre eles era tão denso que os passos ecoavam. Lu Mingfei contava as passadas, olhando fixamente para os azulejos da calçada.

Quando chegou no 221º passo, decidiu quebrar o gelo. Mal levantou a cabeça pra puxar assunto e... congelou. A pessoa à sua frente também congelou.

Ali estava ela. A figura vermelha-escura que ele tanto esperava.

Chen Motong — ou Nono — estava passeando pela mesma rua. Usava os mesmos tênis roxos com estampa discreta, jeans justo, uma regata branca e uma camisa de manga curta listrada de azul por cima. Ela ajustou os óculos escuros enormes e puxou a aba do boné.

Depois do susto, um sorriso malicioso surgiu nos lábios dela. Ela fez chifres com as mãos nas orelhas e disse:

— Oi! Oi!

Lu Mingfei acenou exageradamente: — Oi! Oi!

Ele sabia de onde vinha aquele entusiasmo falso. Era pura provocação pra Chen Wenwen.

A malícia dessa pequena diabólica ele já conhecia bem — em outra vida, tinha sofrido muito com isso.

— É sua amiga? — Chen Wenwen ficou um pouco constrangida. A aura afiada de Chen Motong a intimidava. Ela não parecia nem um pouco alguém que tinha crescido naquela cidadezinha do sul.

Lu Mingfei já ia inventar uma desculpa, mas Chen Motong pulou na frente deles.

— Que coincidência, hein? — disse Nono, virando-se pra Chen Wenwen. — Você é Chen Wenwen, né?

— Como você sabe meu nome? — Chen Wenwen ficou surpresa. Ela sempre foi tímida com estranhos.

— Ele me contou. Ele disse que... — Nono parou de repente. — Ah, e você me deve um sorvete, lembra?

— Sim, sim, moça, eu te devo uns quinhentos sorvetes. Qual sabor você quer? Vou comprar agora!

Lu Mingfei sabia que, mesmo que renascesse mais dez mil vezes, nunca escaparia da chantagem do sorvete. Suspirou enquanto tirava a carteira, pensando: "Será que é isso que o diabrete quis dizer com 'quem brinca com o destino acaba brincado por ele'?"

Isso era extorsão pura!

— Então tá — Chen Motong contou nos dedos. — Quero de morango, baunilha, hortelã...

— Espera aí! — Lu Mingfei fez um gesto de "pare". — Eu falei um, só! Se quiser mais, paga do seu bolso.

— Você mesmo disse — respondeu Chen Monuo, piscando com inocência enquanto tirava o boné e alisava os longos cabelos vermelho-escuros, levemente ondulados. — Então eu quero de morango!

— Então vai ser esse mesmo, sem arrependimentos — disse Lu Mingfei, tirando dinheiro do bolso.

Chen Wenwen, ao lado deles, observava a brincadeira com um aperto no peito que não sabia explicar.

Os três caminhavam à beira do rio, saboreando sorvetes. As flores das árvores caíam sobre o vestido branco de Chen Wenwen e no boné de Monuo, que não parava de reclamar. Enquanto as duas garotas conversavam, Lu Mingfei parecia um poste iluminado, completamente excluído da conversa.

— O Lu Mingfei falou mal de mim? — perguntou Chen Wenwen, suave.

— Não — respondeu Monuo, distraída. — Ele disse que gosta muito de literatura, por isso entrou no clube de letras.

— Ah, eu também adoro ler — comentou Chen Wenwen. — Vocês são colegas desde o ensino médio?

— Não, desde o primário. Mas eu estudei nos Estados Unidos e só voltei recentemente — Monuo virou-se para Lu Mingfei. — Lembra daquela hera na parede da escola? Fui lá outro dia e já chegou no telhado!

Lu Mingfei, sempre rápido em aproveitar oportunidades, fez uma careta para Chen Monuo: — Mentira! A gente é amigos de infância, crescemos juntos!

Chen Monuo ficou surpresa com a audácia dele, mas sua natureza travessa logo reagiu: — É verdade, somos amigos de infância, só me confundi agora. Sou a senior dele, sempre protegendo esse bobão — mentiu sem hesitar, depois confirmou: — Não é, Lu Mingfei?

Ele percebeu que tinha caído na própria armadilha e riu, sem graça: — Isso mesmo, a senior sempre me protegeu.

Monuo soltou uma risada vibrante.

— Em qual universidade você estuda? — perguntou Chen Wenwen.

— Segundo ano em Cassel.

— Nossa, Cassel? Que impressionante! Pena que não passei na entrevista — Chen Wenwen ficou com inveja. Lembrou do que Zhao Menghua tinha dito: a universidade era famosa por formar verdadeiros prodígios.

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