Tradução pronta Dragon Clan: Restart the New World / Dragon Clan: Reinicie o Novo Mundo: Capítulo 14

— Como assim? Nem comprei farinha, com o que vou fazer pra você? — Nuo Nuo respondeu, revirando os olhos. — É do refeitório da escola, mas é bem gostoso, juro.

— Então não quero. Quero algo que você mesma tenha feito — insistiu o interlocutor.

— Tem uma porção pra mim? — Perguntou Fingel.

— Isso é pro meu namorado. Você é... quem mesmo? — Nuo Nuo deu uma piscadinha irônica.

— O mais patético aqui sou eu... — Fingel se encolheu no canto, desenhando círculos no chão. — Buááá.

— O karma é uma roda, não é? — Lu Ming Fei pegou a torta da mão de Nuo Nuo e provocou. — Hehe, finalmente você levou a pior, Fingel!

— Por que não entram? — Xia Mi apareceu na porta, curiosa.

[...]

A equipe da escola trabalhou rápido, e logo trouxeram a farinha que César havia pedido. Xia Mi começou a amassar a massa com afinco, enquanto Chu Zi Hang misturava o recheio das tortas. César, por sua vez, arrumava o salmão com precisão artística, os filés vermelhos sobre o gelo parecendo irresistíveis.

— Fingel! — Chamou Xia Mi. — Pode vir cuidar das tortas no forno? Te dou uma quando estiverem prontas!

— Claro! Você é a melhor, hein! — Fingel se contorceu de alegria ao correr. — Vou te dizer, um veterano do nono ano é muito mais confiável que esses calouros!

— Fala isso sem nem se olhar no espelho — criticou Lu Ming Fei. — Nove anos na faculdade é motivo de orgulho?

— Se ele já tá aqui há nove anos, o que mais você quer? — Nuo Nuo, sentada sobre a mesa, observava o sol se pôr no horizonte.

Suas tortas ficaram prontas rápido, mas a qualidade era duvidosa. Lu Ming Fei já se preparava mentalmente para o pior — afinal, morrer pela comida da namorada não era uma morte vergonhosa.

— Ufa! — Xia Mi largou a massa e se juntou ao grupo, passando o braço pela testa. — Que cansaço!

Lu Ming Fei notou que não havia uma gota de suor na testa dela e pensou: "Será que ela acha que engana alguém? Uma dragã de respeito cansada de amassar massa?!"

— Descansa um pouco — disse Chu Zi Hang, aproximando-se.

— Tão gentil! — ela sorriu.

"Ei, ei, Chu Zi Hang, caiu direitinho no golpe! Ela vai te enrolar feito massa se continuar assim!" Lu Ming Fei praguejou mentalmente.

— Aqui, experimenta — Xia Mi pegou uma colher de sopa do seu mingau de geléia de prata e ofereceu a Chu Zi Hang. — Me diz o que achou.

Ele aceitou e provou. O aroma dela se misturava ao doce, como sol e orvalho.

— E aí? — ela perguntou, piscando.

— Aceitável.

Ele engoliu o comentário "Tá meio doce demais" antes que escapasse.

— Aceitável?! — Xia Mi bufou, irritada. — Seja sincero, poxa!

Chu Zi Hang hesitou, claramente em conflito.

— Tá, tá... tem algo errado, né?

— Pode falar, eu não vou ficar brava.

— Ele sempre foi meio difícil — César interveio, nunca perdendo a chance de provocá-lo.

— Hmm... — Chu Zi Hang engasgou. — Açúcar demais...

— Sim, senhor! — Xia Mi fez uma saudação militar desengonçada. — Na próxima, vou colocar menos!

— Vai ter próxima? — ele perguntou.

— Claro! — ela respondeu, apoiando o rosto nas mãos. — Se você quiser, faço todo dia!

— Se chamar de "Xia Mi-chan" — Lu Ming Fei não aguentou. — Sua fofura já passou do limite! Toma censura!

— Hehe — ela mostrou a língua.

— AHAHAHA! — Fingel surgiu com uma bandeja triunfante. — Tortas quentinhas!

— Hmm... — Xia Mi conferiu os doces. — Essa é da Nuo Nuo... essa que eu fiz...

— Pronto! — Ela bateu as mãos. — Tudo dividido.

Nuo Nuo pegou uma torta e levou à boca de Lu Ming Fei. — Vem, prova.

— Não vou morrer, né?... — ele hesitou.

— Você que pediu — ela sorriu perigosamente. — Hoje você come.

— Tá bom. — Ele fechou os olhos e mordeu, como um soldado indo para a batalha.

— Que grosseria! — Xia Mi protestou. — Ela se esforçou pra fazer isso pra você!

— É sério! — Fingel, ferido pela cena romântica, reclamou. — E quem não tem ninguém, hein?

— Na verdade... não está tão ruim — Lu Ming Fei mastigou devagar e deu um joinha. — Até que gostei!

— Não é culpa minha ter desconfiado. A Nuo Nuo nunca cozinhou na vida!

— Só pra você — ela resmungou. — Outros nem chance têm.

— Vamos ver a lua depois! — Xia Mi propôs, animada.

[...]

Na Praça Odin, os seis se acomodaram no chão sobre um piquenique que Xia Mi arrumou, com as tortas dispostas em uma bandeja.

— A lua hoje está maior que em outros anos — Nuo Nuo observou.

— É... — murmurou Xia Mi, distante.

— Isso me lembra um poema chinês — Fingel se gabou. — "Quando nasce a lua? Ergo meu copo e pergunto ao céu..."

— Pare de exibir essa sua sabedoria superficial — César cortou, destruindo seu orgulho.

Fingel caiu no chão, fingindo dor. — Hoje sofri mais que em toda a minha vida!

— O RIO CORRE PRA LESTE! AS ESTRELAS SEGUEM A GRANDE URSA! — Xia Mi de repente soltou uma música animada de "Os Marginais do Lago".

— Ei, que parte é essa? — Lu Ming Fei zombou. — É a hora do karaokê de bêbados?

— Vem também, senior Lu! — Xia Mi balançou a cabeça, já meio tonta.

— Beleza! — Lu Ming Fei arregaçou as mangas cantarolando. — Hoje vocês vão conhecer o verdadeiro rei do microfone!

— "Uma nova tempestade surgiu! Como podemos ficar parados?"

— Você sabe que música é essa? — César perguntou a Chu Zi Hang.

— Tema de "Ultraman Tiga", "Milagre Renasce". — Chu Zi Hang respondeu sem expressão. — Acha que sou igual a você, sem infância?

— E que música a Xia Mi está cantando? — Foi a vez de Chu Zi Hang revidar.

— Isso não me pega. — César sorriu confiante. — Trilha sonora da adaptação de "Margem da Água", um dos quatro grandes clássicos da literatura chinesa.

— A segunda linha está desafinada! — A aluna Xia Mi ergueu a mão em protesto. — Senior Lu, com esse nível nem adianta se chamar de rei do microfone!

— É mesmo? — Lu Ming Fei coçou a cabeça sem graça. — Então vou trocar de música, dessa vez vou mostrar meu verdadeiro talento!

— "Vamos remar, remar..."

— Errou de novo! — Xia Mi tapou os ouvidos e balançou a cabeça gritando. — Começou errado! Melhor voltar pro Ultraman!

— O rei caiu do trono... — Lu Ming Fei desistiu de cantar, enquanto a senior ao seu lado ria solta, seus cabelos vermelhos esvoaçando no ar.

César e Chu Zi Hang continuavam competindo para ver quem teve a infância mais rica, enquanto Fingel, com as mãos atrás da cabeça, olhava para o céu estrelado, perdido em pensamentos.

Lu Ming Fei se levantou e apoiou-se na estátua de Odin. Olhou para os dois sentados lado a lado, discutindo sobre músicas antigas como se fossem especialistas em nostalgia infantil - agora já tinham partido para os jogos clássicos.

O piquenique durou bastante. Os seis caminhavam lentamente por uma trilha tranquila no campus noturno.

Lu Ming Fei ia na frente. Quando olhou para trás, viu Fingel e César discutindo problemas da ala estudantil (embora duvidasse que Fingel pudesse ajudar muito), Xia Mi gesticulando animadamente enquanto falava com Chu Zi Hang, seu vestido boêmio flutuando como pétalas, e Nono, ajustando os cabelos ao vento enquanto observava suas costas. Seus olhos se encontraram, as pupilas vermelho-escuras dela refletindo todas as estrelas que iluminariam aquela noite.

Ele queria congelar aquele momento no tempo, como uma foto preciosa guardada no fundo da memória, para nunca esquecer.

— Vai continuar sendo assim tão bom — pensou Lu Ming Fei.

Cena 15 - Lu Ming Fei (Parte 1)

Mal sentou-se quando alguém bateu em seu ombro por trás.

— Nem adianta tentar adivinhar, ele só está com dó do dinheiro. Ming Fei, aquele é o professor Manstein do departamento de literatura, um acadêmico muito erudito. Vou pedir para ele acompanhar seus estudos.

Lu Ming Fei virou-se e viu o professor Gudrian.

— Professor, como você não "morreu"?

— Culpa daquele maldito do Fingel! A Nono não tinha saído com você primeiro? — O professor Gudrian falou entre dentes cerrados. — Aí o Fingel disse que precisava voltar ao dormitório para escrever um artigo, e me deixou sozinho na plataforma.

— Durante o "Dia da Liberdade", os funcionários não podem vir me buscar. Tive que subir sozinho.

Lu Ming Fei não sabia se ria ou chorava. O professor Gudrian apertou seu ombro, com os olhos um pouco úmidos.

— Ming Fei, eu sempre soube que você era o melhor.

O campo de batalha que antes ecoava tiros agora parecia um evento esportivo. Médicos e enfermeiras aplicavam injeções nos "mortos", que começavam a se levantar e tirar as máscaras - todos jovens de 18 ou 19 anos.

Ao acordarem, a primeira coisa que faziam era olhar em volta, tentando descobrir quem vencera. Mas ficaram confusos ao ver os líderes das duas equipes, César e Chu Zi Hang, sentados ombro a ombro no estacionamento, com as espadas "Chuva da Aldeia" e "Ditador" caídas ao lado.

Alguém tinha derrotado os dois sozinho.

— Quem foi? — Alguém gritou.

Lu Ming Fei ergueu a mão com orgulho, expressão clara de "fui eu, fui eu". Nono cutucou sua cintura.

— Para com isso, não exagera.

Ele sorriu para a senior e então gritou:

— Eu sou o calouro classe "S" Lu Ming Fei! Fui eu que eliminei César e Chu Zi Hang!

Nono revirou os olhos.

— Tolo, faça o que quiser.

Sussurros surgiram na multidão.

— Lu Ming Fei?

— E ainda é classe "S"? Faz quantos anos que não temos um "S" aqui?

— Quarenta e poucos, não? E ainda derrotou os dois presidentes no primeiro ano. Realmente um "S".

Dois aplausos isolados surgiram - vinham de César e Chu Zi Hang, ainda sentados no chão. Logo, o estacionamento inteiro explodiu em palmas e gritos.

— Lu Ming Fei!

— Lu Ming Fei!

— Lu Ming Fei!

Ele olhou para os estudantes que gritavam seu nome, um sorriso discreto nos lábios enquanto uma onda de orgulho lhe inundava o peito. Ergueu levemente o queixo.

[Pequeno demônio, você está vendo? Minha história está apenas começando!]

O sol rompeu as nuvens e iluminou seu corpo, mas o sorriso radiante do garoto ofuscava até o verão.

......

O professor Gudrian recolheu a maleta com o símbolo nuclear no estacionamento, abraçando-a com força.

— Até isso eles trouxeram? Os alunos não sabem que brincadeira tem limite?

— Droga! Preciso reportar ao reitor! A equipe de equipamentos tem que trancar essas coisas! São todos itens perigosos! — O professor Manstein ficou pálido ao ver a maleta.

— Não é pra tanto. As coisas realmente perigosas estão trancadas no "Cofre", não? — Gudrian tentou acalmá-lo.

— Não venha com desculpas! Este ano passou dos limites! — Manstein gritou para os alunos que acordavam. — Vocês violaram as regras especiais do "Dia da Liberdade"! Vou reportar ao reitor para cancelar este evento! E ainda vou registrar essa palhaçada nos seus arquivos!

– As três regras especiais da escola são: não mexer nos equipamentos de alquimia do "Cofre de Gelo", não causar ferimentos ou mortes e não trazer visitantes de fora, certo? – uma voz fria ecoou ao lado.

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