Tradução pronta Dragon Clan: Restart the New World / Dragon Clan: Reinicie o Novo Mundo: Capítulo 9

Fingel imediatamente se endireitou e fez uma continência:

— Sem problemas, professor! Eu me encarrego de ajudar o calouro com as malas!

O professor Gudrian acenou satisfeito e, em seguida, disse a Lumingfei:

— Mingfei, o cenário do nosso instituto é deslumbrante. Você pode apreciar a vista com calma daqui a pouco.

Capítulo 9 – Cena 10: Ele e Ela (Parte 1) – Bônus

Lumingfei virou-se para a janela do trem. O expresso CC1000 atravessava rapidamente um denso bosque de pinheiros vermelhos. Quando saíram do mar de tons rubros, ele avistou montanhas imponentes, com estradas sinuosas serpenteando pelos contrafortes até alcançar um conjunto de construções em estilo medieval no meio da encosta. Podia-se ver gramados verdes, caminhos de pedras avermelhadas e edifícios que lembravam castelos. Ao longe, pombas pousavam no alto do telhado de uma igreja, enquanto a luz intensa do verão rompia as nuvens e iluminava o topo da construção gótica, fazendo-a brilhar como um conto de fadas.

— É... realmente lindo... — murmurou Lumingfei, encostado na janela. Fazia quanto tempo que ele não via aquela paisagem? Desde que fora perseguido pelo instituto, nunca mais voltara. A última imagem que tivera fora de ruínas e uma longa lista de nomes de mortos. Um turbilhão de emoções invadiu seu peito.

— Não é mesmo? — exclamou o professor Gudrian, orgulhoso, abrindo os braços. — Mingfei, bem-vindo... à terra dos dragões!

Fingel completou, ao lado:

— E também ao paraíso dos mestiços! Calouro, bem-vindo à nossa grande família!

......

O vento forte levantou as folhas caídas ao longo dos trilhos enquanto o trem "Serpente do Mundo" adentrava a plataforma como uma espada afiada.

Fingel pegou as malas de Lumingfei com um grunhido:

— Pra que trazer tanta coisa, calouro? Cobertor, travesseiro... até uma panela de pressão? Tá com medo de passar fome no instituto?

— Além do mais, tudo isso é fornecido de graça aqui. Você é um gênio nível "S", não um lixo nível "F" como eu... — Fingel ficou cada vez mais indignado e cuspiu no chão. — Droga, um dia eu vou liderar uma revolução e derrubar esse sistema de classes opressor!

De repente, ele parou. Lumingfei, que vinha atrás, esbarrou em suas costas largas como um poste.

— Que foi, senior? — reclamou, esfregando a testa.

Fingel ficou paralisado, e as malas caíram no chão. Lumingfei olhou para o cobertor sujo e gritou:

— Fingel, você tá doido é?

Mas Fingel ignorou, esfregando os olhos e murmurando:

— Deve ser miragem... só pode ser. Acho que o chute do professor afetou minha cabeça. Preciso dormir.

Como se tivesse confirmado que era alucinação, pegou as malas novamente e seguiu em frente. Lumingfei decidiu que o senior inútil tinha pirrado de vez e deixou pra lá.

Até que ele avistou o carro vermelho-vivo como um cavalo de fogo estacionado na plataforma. Uma garota estava encostada no veículo, com cabelos longos como vinho e uma blusa branca larga deslizando pelos ombros. Por baixo, usava uma regata preta com a estampa "NONO" em vermelho escuro, amarrada na cintura, revelando uma silhueta esbelta. A calça jeans curta, com rasgos da moda, deixava suas pernas longas à mostra. Óculos escuros enormes cobriam boa parte do rosto, e brincos de trevo prateados balançavam ao vento.

Percebendo o olhar dele, a garota ergueu os óculos para a testa e acenou com um sorriso travesso:

— Oi, namorado! Só agora me notou? Ficou bonito de uniforme, hein?

Lumingfei suspirou.

— Seniora, até agora com essa brincadeira?

Um barulho alto ao lado chamou sua atenção. Fingel tinha derrubado as malas de novo.

— FINGEL! EU VOU TE MATAR!

— Espera, calouro! — Fingel o segurou, sério. — O que ela disse? Você... é namorado dela?

Lumingfei cobriu o rosto, exasperado. Antes que pudesse explicar, Chen Monuo já estava ao lado deles:

— Sim, ele é meu namorado. Me perseguiu um tempão até eu aceitar. — Ela piscou para Lumingfei. — Não é, calouro?

Ele, que achara ter virado o jogo antes, agora via que cavara a própria cova. Aquela diabrinha era demais!

Decidindo que o silêncio era a melhor opção, ele mudou de assunto, colocando o braço nos ombros de Fingel:

— Vamos, senior, ainda precisamos arrumar o dormitório.

Monuo não deixou barato. Deu um tapinha na cabeça dele:

— Oi, calouro, já tá me dispensando? Lembra do que me prometeu quando estava me conquistando?

— Mas eu nunca...

— Então foi tudo mentira? Canalha! Vamos acertar as contas! — Ela o puxou pelo pescoço em direção ao carro.

Sem alternativa, Lumingfei foi empurrado para dentro do Ferrari e gritou para Fingel e o professor Gudrian, que observavam perplexos:

— Senior, professor, eu e a seniora Monuo vamos dar uma volta pelo instituto. Voltamos depois! Ah, e Fingel, se não lavar meu cobertor, te arranco o couro!

Monuo acelerou, e o Ferrari disparou como um cavalo selvagem, deixando para trás apenas os faróis e Fingel questionando sua existência:

— Como esse calouro conseguiu domar uma diabreira dessas? Errei feio...

De repente, seus olhos brilharam, e um sorriso malandro surgiu:

— Amanhã tem manchete! Hora de escrever! — Acenou para o professor. — Professor, vou pro dormitório!

Professor Gudrian:

— ?

Como assim todo mundo foi embora? Ainda faltava a última parte da orientação do calouro!

......

O Ferrari cortava a estrada de montanha naquela manhã. Nono dirigia com uma agressividade impressionante, aproveitando a aceleração potente e o chassi resistente para navegar pelas curvas sinuosas da serra. No rádio do carro, tocava apropriadamente "Rumo ao Norte" de Jay Chou.

— Rumo ao norte, deixando para trás a estação onde você está...

Lu Mingfei aumentou discretamente o volume.

— Gosta do Jay Chou? — perguntou Nono.

— É, gosto das músicas dele... todo mundo da nossa geração gosta, né?

— Ser minha namorada é uma honra, então por que você está fazendo cara de quem não quer? — Nono segurava o volante, olhando para frente.

Lu Mingfei estava sentado com as mãos nos joelhos, postura impecável. Olhou para o perfil da garota, deslumbrante sob a luz do sol.

— Seniora, na verdade você não precisa fazer isso.

— Hã? — Nono pisou no freio bruscamente, estacionando o Ferrari na beira da estrada. Virou-se para encarar os olhos de Lu Mingfei. — Por que diz isso?

Lu Mingfei encolheu os ombros, desviando o olhar para a floresta escura que se estendia como um mar. — Não sei... só sinto que... seniora, você deve ter poucas amizades. Fingir ser minha namorada é só porque acha divertido.

— Não está errado. Nunca tinha feito isso antes, e é realmente engraçado, especialmente vendo você se atrapalhar — Nono soltou uma risadinha. — Mas depende da pessoa. Não sou idiota, se fossem aqueles caras da faculdade, eu nem daria bola.

— Eles só gostam de mim porque acham que sou boa, excelente, digna deles — Nono parou de sorrir e baixou os olhos para o volante. — Meus critérios para um namorado não são altos, mas também são. Muita gente me incomoda. Tem gente que, quando senta à mesa, parece que tem uma barata do outro lado... nojo puro, tira o apetite.

Lu Mingfei coçou a cabeça, sentindo a solidão dela. — Então, seniora... por que continua com essa brincadeira comigo?

— Quem sabe? Não disse que você me incomoda — Nono olhou para o céu, como se escolhesse as palavras. — Na primeira vez que te vi, senti algo familiar. Talvez seja por isso.

— E você me faz rir. Dá vontade de te provocar — Nono mostrou a língua. — Se você fosse meu namorado de verdade, eu passaria o dia rindo e te sacaneando.

— Seniora, eu também não pedi pra você fingir por status... e de qualquer forma, somos bons amigos — Lu Mingfei tentou explicar.

— Que discurso sem convicção — Nono fez careta. — Lembra da sua pose no cinema?

Lu Mingfei ficou sem graça e tentou mudar de assunto, mas Nono já havia ligado o Ferrari novamente. Ele olhou pela janela, calado.

— Obrigada, junior — depois de um silêncio, Nono falou baixinho, quase imperceptível.

Lu Mingfei piscou, fazendo uma cara engraçada. — Ei, pra quê isso? Entre a gente, não precisa agradecer! Quem muito fala, pouco faz!

— É mesmo. Naquela noite, já te adotei como meu subordinado. Não tem volta — Nono sorriu, desviando o olhar. — Sabe que dia é hoje?

— Que dia? — Lu Mingfei voltou à palhaçada. — Não vai dizer que é o aniversário do nosso falso namoro?

Nono revirou os olhos. — É o "Dia da Liberdade". Mas realmente, não contei quantos dias de "namoro" já temos.

— "Dia da Liberdade"? O que é isso? — Lu Mingfei fingiu ignorância. Deixou a garota orgulhosa continuar assim — não era desagradável.

— Na nossa faculdade há uma tradição: um dia por ano, os alunos podem fazer o que quiserem sem punição.

— É o "Dia da Liberdade". O tema deste ano é paintball. Você tem sorte, junior. Mal entrou e já vai se divertir — Nono explicou, toda vaidosa.

— E a seniora vai participar? Acho que não vamos chegar a tempo, ainda estamos aqui.

— Claro que vou! Como não ir? Ainda nem começou. Junior, depois eu te levo pra arrasar no jogo! — Nono acelerou o Ferrari ao máximo, deixando um rastro de fumaça dos pneus.

...

...

Nono estacionou no pátio e saltou do carro. — Vamos pegar os equipamentos no armazém.

Esperou, mas ninguém a seguiu. Virou-se e viu Lu Mingfei ainda encolhido no banco.

— O que está fazendo? Desce logo, o Dia da Liberdade começa em uma hora — franziu a sobrancelha.

Lu Mingfei ergueu o rosto, amuado. — Seniora, você dirige tão rápido... minhas pernas estão moles, não consigo andar! — Nono não segurou a risada, curvando-se sobre o carro.

— Não exagera. Para de fingir e desce.

— Tá... — Lu Mingfei se levantou devagar, apoiando-se na porta.

— Junior, se continuar assim, vou ter que te carregar — Nono lançou um olhar provocante.

Lu Mingfei saiu correndo. — Não, seniora, por favor! Já vamos pro armazém!

Nono sorriu, vendo-o partir, e gritou: — Ei, junior, sabe onde fica o armazém?

Lu Mingfei voltou cabisbaixo. — Não.

Nono afagou sua cabeça. — Que obediente. Vou te levar pra pegar a arma. A propósito, como é sua pontaria?

Lu Mingfei fez pose de atirador, apontando os dedos. — Seniora, eu passava anos atirando nos semáforos do telhado. Sou um deus da mira!

— Para de graça — Nono quase riu de novo, guiando-o por uma trilha.

Lu Mingfei olhou ao redor. Na sua vida passada, ele não lembrava de existir um caminho como aquele no campus. Chen Motuo caminhava à frente, com as mãos nas costas, enquanto a luz do sol atravessava as folhas das árvores, criando manchas de luz que dançavam sobre ela. As pontas avermelhadas de seus cabelos balançavam a cada passo leve, e as árvores à beira da trilha pareciam estendê-la infinitamente, como se os levasse a um lugar etéreo.

Os saltos de seus sapatos batiam contra as pedras do caminho, produzindo um som claro e ritmado, ecoando ao longe. As folhas acima sussurravam ao vento, e algumas caíam em espirais ao redor deles.

— Quantos anos a shijie tem mesmo? — Lu Mingfei começou a divagar.

— Shijie.

— Hmm. — Motuo diminuiu o passo, ficando ao lado dele. — O que foi?

Lu Mingfei notou um fio de cabelo encaracolado caído sobre seu rosto.

— Se você alisasse o cabelo, ficaria mais bonita — ele soltou, do nada.

— Hmm... — Motuo enrolou o fio nos dedos. — Quando eu tiver tempo.

Lu Mingfei enfiou as mãos nos bolsos, cabisbaixo, enquanto Motuo cantarolava uma música que ele nunca tinha ouvido.

De repente, um toque de vermelho chamou sua atenção. Chen Motuo se curvou e então ergueu o rosto para encará-lo. Eles tinham quase a mesma altura, mas como Lu Mingfei estava com a cabeça baixa, só assim ela conseguia ver seu rosto direito.

— O que foi agora? Tá parecendo uma mocinha melancólica, cheio de suspiros.

— Não é nada, shijie. — Lu Mingfei coçou a cabeça, sem entender como ela tinha interpretado errado. — Só estava pensando em como arrasar com todo mundo depois.

— Isso é que é atitude! — Motuo ergueu o polegar. — Nem eu tinha pensado em algo tão ousado.

— Ah, shijie, de que time a gente é?

— De time nenhum. Somos lobos solitários, entende? — Motuo ergueu o queixo com orgulho. — Já ouviu dizer que as feras sempre andam sozinhas?

— Shijie, você é ainda mais corajosa que eu.

Capítulo 10 – Cena Onze: O Dia da Liberdade (Parte 1)

No fim do caminho, havia um pavilhão de estilo clássico. Os dois pararam diante dele.

— O que é esse lugar? — perguntou Lu Mingfei. Na vida passada, ele até tinha vencido o Dia da Liberdade, mas a batalha já estava no fim. Depois que Motuo foi eliminada, ele pegou o rifle dela e, com dois tiros, derrubou Chu Zihang e Kaiser. A vitória tinha sido tão absurda que ele nem sabia onde os equipamentos eram distribuídos.

— É o arsenal, mas todo mundo chama de Departamento de Equipamentos. — Motuo colocou as mãos na cintura. — Os malucos do departamento construíram a base deles a mais de cem metros de profundidade, e ninguém normal quer ir lá. Então fizeram esse arsenal aqui em cima pra pegar os equipamentos. Com o tempo, virou o "Departamento de Equipamentos" pra todo mundo.

Motuo se aproximou da porta de madeira, adornada com entalhes elaborados, e passou o cartão de estudante em um leitor.

["Verificação concluída. Aluna do segundo ano, Chen Motuo, classe 'A'. Período do 'Dia da Liberdade'. Arsenal liberado. Por favor, selecione suas armas."] — a voz mecânica de Norma ecoou.

— Vem cá, você também precisa passar o seu — Motuo acenou para Lu Mingfei.

— Hã? — ele abriu as mãos. — Mas eu nem tenho cartão ainda.

— Burro, tá no bolso do seu uniforme. — Ela apontou para o casaco. Lu Mingfei enfiou a mão e, de fato, encontrou um cartão rígido.

— Eu não sabia... — resmungou, aproximando-se da porta.

["Verificação concluída. Calouro Lu Mingfei, classe 'S'. Período do 'Dia da Liberdade'. Arsenal liberado. Por favor, selecione suas armas."]

A porta de madeira se abriu, revelando uma segunda camada de metal à prova de explosões, parecida com os cofres de banco dos filmes. A porta decorativa era só fachada; a verdadeira proteção era uma porta de liga metálica com mais de dez centímetros de espessura.

— Ei, vem ajudar! Não fica aí parado. — Motuo agarrou a maçaneta e começou a girar.

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