Tradução pronta Shrouding the Heavens: Twelve Ancestral Witches, Axe Splits the Eldritch Abyss / Cobrindo os Céus: Os Doze Ancestrais Wu, O Machado que Fendeu o Planalto Sombrio: Capítulo 4

Um caminho de seixos serpenteava além da cachoeira, adentrando as profundezas majestosas das montanhas imortais.

Às margens da antiga trilha, havia campos de ervas medicinais cuidadosamente cultivados, repletos de plantas desconhecidas que brilhavam como ouro e prata, exalando uma fragrância inebriante que penetrava alma.

A maioria dos viajantes que encontravam pelo caminho cumprimentava respeitosamente os idosos que os acompanhavam, enquanto tratavam a jovem ViVi com especial deferência.

Era evidente a posição elevada dessa jovem prodígio na hierarquia da Caverna Espiritual.

ViVi retribuía cada cumprimento com graça, movendo-se como uma fada etérea nessa terra pacífica, até desaparecer como uma brisa suave.

Li Qingxu, Ye Fan e Pang Bo foram levados até uma montanha onde havia quatro ou cinco cabanas simples, alguns bosques de bambu e um campo medicinal com algumas árvores antigas.

Tudo parecia comum e simples, mas emanava uma serenidade natural.

Como um refúgio espiritual, purificando o coração daqueles que ali chegavam.

– Vocês ficarão aqui por enquanto – anunciaram os anciãos antes de partirem.

Ao meio-dia, um jovem de onze ou doze anos apareceu trazendo comida em uma cesta.

A refeição era extremamente simples, composta principalmente de ervas medicinais colhidas no campo próximo.

– Dá pra chamar isso de comida? Nem um pedacinho de carne! – reclamou Pang Bo, fazendo careta.

Apesar da falta de tempero, os três devoraram tudo.

Li Qingxu suspirou internamente, pensando que devia ter trazido aquela besta espiritual consigo.

Aquela comida não dava nem metade da energia que a carne da criatura lhe proporcionara.

– Ei, e aqueles grous sagrados ali? – sugeriu Pang Bo, os olhos brilhando. – Que tal a gente caçar uns dois pra variar?

A proposta animou Ye Fan e Li Qingxu, mas no final, limitaram-se a fantasiar sobre a ideia sem colocar em prática.

Nas duas semanas seguintes, os anciãos não reapareceram, mas o jovem que trazia as refeições acabou se tornando mais íntimo dos três.

Nas conversas, eles gradualmente se acostumaram com o linguajar antigo utilizado ali.

O rapaz expressava inveja – normalmente, novatos não recebiam acomodações individuais, só ganhando o direito a uma caverna pessoal após progressos significativos em seu treinamento.

– E essas cabanas contam como cavernas? – indagaram os três, já vestindo as roupas fornecidas pelo jovem, idênticas às dos outros membros da Caverna Espiritual.

– Não é bem assim – explicou o jovem. – Tudo ao redor desta colina pertence a vocês três. Se tiverem habilidade, podem transformá-la em sua caverna de treinamento.

– Se a montanha é nossa, então podemos caçar um veado ou assar uns grous, né? – brincaram eles, com ar conspiratório.

O jovem ficou sem resposta, chocado com a ousadia dos recém-chegados que já cogitavam devorar as aves sagradas.

Quando perguntaram sobre os rudimentos da prática espiritual, ele apenas balançou a cabeça – era novo demais na Caverna para explicar adequadamente.

– Parece que a ansiedade de vocês não tem limites – uma voz sábia interrompeu.

Um ancião com cabelos brancos como a neve, mas com o rosto juvenil, surgiu flutuando diante das cabanas como se fosse levado pelo vento.

– O senhor é...?

– Sou o Ancião Wu Qingfeng, instrutor dos novatos da Caverna Espiritual nos primeiros três anos.

O ancião então explicou os fundamentos da prática espiritual.

O universo está repleto de partículas infinites, cada uma contendo mundos inteiros, assim como nossos corpos. Embora invisíveis, esses microcosmos abrigam portais ilimitados. Abrir essas portas para descobrir o eu verdadeiro é a essência da prática.

– Mestre, como se abre o Mar Amargo? – perguntou Li Qingxu com respeito.

A prática começa no Círculo Vital, explicou Wu Qingfeng. Toda criatura tem um ponto de origem - na base do abdômen, abaixo do umbigo, reside esse reservatório de energia vital.

O Círculo Vital é a fonte do poder divino, o fundamento do caminho imortal. Enquanto os mortais veem seus círculos se esgotarem com o tempo, marcado por sulcos anuais...

– Seu círculo tem apenas onze marcas – revelou o ancião.

Pang Bo soltou uma gargalhada vitoriosa.

– E eles? Devem ser iguais a mim, certo?

O ancião já conhecia a condição peculiar de Ye Fan. Após exame, confirmou o diagnóstico prévio: seu Círculo Vital permanecia inerte, o Mar Amargo duro como metal divino, completamente impenetrável.

– Sua constituição é singular. Difícil precisar as marcas, mas provavelmente similares às suas – disse Wu Qingfeng. – Quanto a você... – Ao examinar Li Qingxu, o ancião percebeu algo extraordinário.

Seu Mar Amargo mostrava sinais de abertura, mas era frio como gelo milenar, enquanto seu sangue fervia com a fúria de dragões. Uma contradição que deixou até o sábio ancião perplexo.

Li Qingxu entendeu: só compreenderia a mutação em seu corpo após atravessar completamente o Mar Amargo.

Três meses se passaram.

Em vez de iniciarem formalmente o treinamento, os três dedicaram-se a absorver os ensinamentos. O Ancião Wu Qingfeng, longe de pressioná-los, compartilhava pacientemente sabedoria e experiências.

Esses alicerces seriam cruciais quando, finalmente prontos, receberam o texto que o ancião proclamou ser o método fundamental mais poderoso do mundo:

– O Clássico do Tao!

CAPÍTULO 5: O CAMINHO DA PRÁTICA

A versão da Caverna Espiritual era fragmentária - apenas um excerto inicial da obra lendária. Mesmo assim, uma dádiva para discípulos talentosos.

O verdadeiro Clássico do Tao, cuja fama ecoava há eras por terras orientais, era incomparavelmente mais complexo. Mesmo o capítulo inicial sobre o "Oceano de Qi" continha verdades supremas.

Embora com meros milhares de caracteres, Wu Qingfeng levou mais de quinze dias para explicar cada nuance. Cada frase do texto condensava conceitos profundos, revelando que até os alicerces da prática poderiam alcançar o sublime.

Sem mencionar Li Qingxu e os outros dois.

O Mar de Sofrimento coexiste com a Roda da Vida. Ao abrir o Mar de Sofrimento, é possível escavar a fonte de energia divina ali contida, formando a Fonte Sagrada.

Depois, a Fonte Sagrada constrói uma Ponte Divina que atravessa o Mar de Sofrimento, chegando ao Outro Lado.

Só então se alcança o próximo estágio: o Reino do Palácio do Caminho.

Embora Li Qingxu não dominasse o texto completo do *Clássico do Caminho*, apenas o capítulo sobre o Reino do Mar de Sofrimento já foi suficiente para trazer-lhe grandes insights.

Naquela noite, Li Qingxu sentou-se de pernas cruzadas, de olhos fechados.

Seguindo o método registrado no *Clássico do Caminho*, em poucos instantes ele já conseguiu sentir a localização de sua própria Roda da Vida.

Isso o deixou surpreso — parecia fácil demais.

Até mesmo encontrar a posição do Mar de Sofrimento não levou muito tempo.

Era como se, com apenas uma tentativa inicial, sua Roda da Vida brilhasse como um farol no mar, guiando-o até ela!

Apesar da surpresa, ele manteve o foco, direcionando sua energia vital para impactar o Mar de Sofrimento.

No dia seguinte, quando o Ancião Wu Qingfeng chegou novamente em um arco-íris de luz para continuar as explicações sobre o *Clássico do Caminho*, ele ficou chocado ao perceber que Li Qingxu já havia conseguido sentir sua Roda da Vida sozinho em apenas uma noite.

Afinal, normalmente era extremamente difícil começar a cultivar sem ajuda externa — era necessário que alguém canalizasse energia imortal para guiar o iniciante.

Até mesmo Weiwei, reconhecida como a maior talento da Caverna Lingxu, só conseguiu com a assistência de um ancião responsável por transmitir as técnicas.

O Ancião Wu Qingfeng, com uma expressão de espanto, examinou pessoalmente Li Qingxu.

— De fato!

Ele já havia sentido sua própria Roda da Vida. Além disso, enquanto sua energia vital impactava o Mar de Sofrimento, um frio intenso parecia emanar de seu corpo.

— Já que você conseguiu sozinho, não vou interferir.

Naquele dia, após terminar a explicação do *Clássico do Caminho*, o Ancião Wu Qingfeng partiu rapidamente.

À noite, os três se reuniram após o jantar para conversar.

— Como você conseguiu sentir a Roda da Vida?

— Foi fácil, só fechei os olhos!

— Caramba!

— Mandou bem, velho Li!

Ye Fan e Pang Bo ficaram impressionados. Nunca imaginaram que ele sairia na frente assim.

— Se me chamarem de "Irmão Li", eu vou caçar um ganso celestial pra gente comer. Que tal?

Vendo que os dois estavam desanimados, Li Qingxu brincou.

— Irmão Li! — Os dois gritaram imediatamente, fazendo cara de "vai logo".

— Vocês são demais!

Li Qingxu levantou o polegar para eles. Como tinha esquecido que esses dois também não eram nada convencionais?

— Tá com medo?

— HAHAHAHA!

A partir daí, o Ancião Wu Qingfeng passou a agir pessoalmente, executando os princípios básicos do *Clássico do Caminho* e colocando as mãos abaixo do umbigo de Ye Fan e Pang Bo para ajudá-los.

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