Tradução pronta Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 21

— Ei, é... é um cachorrinho...

De repente, uma voz infantil soou, com a fala travada e hesitante.

— Eu... eu sempre quis... quis treinar um cachorrinho... é... é esse aqui mesmo.

O homem negro parou. Acostumado a andar na beira entre a vida e a morte, sentiu um arrepio de perigo.

No instante seguinte, viu duas figuras surgirem à distância. Um deles segurava um arco longo, já tensionado e apontado direto para ele.

Tum.

O som da corda do arco ecoou como um tiro.

Uma flecha de ferro voou em direção ao peito do homem negro. Ele desviou levemente o corpo, tentando escapar, mas suas pupilas se contraíram de repente.

A corda do arco só soou uma vez, mas, misteriosamente, duas flechas apareceram no ar — e a segunda era mais rápida que a primeira.

Ting.

A segunda flecha atingiu as penas da primeira, mudando abruptamente de direção e mirando nos olhos do homem.

A mudança relâmpago o pegou desprevenido. Era tarde demais para evitar!

Mas, em vez de pânico, o rosto do homem negro mostrou alívio.

— Ah, é só um bom arqueiro... Mas por mais habilidoso que seja, não adianta contra mim.

Ele fechou os olhos. A flecha de ferro atingiu sua pálpebra... e faíscas saltaram.

Os Infectados tinham níveis diferentes. E ele, após ser infectado, havia ganhado uma habilidade: resistência. Mais duro que aço.

O homem negro abriu os olhos e sorriu... mas havia um frio por trás desse sorriso. Seu instinto de sobrevivência gritava que o perigo ainda estava próximo.

Capítulo 33 - Golpe Final

Uma mãozinha tocou seu pé.

Era o Gaguinho. Num piscar de olhos, ele já estava agachado aos pés do homem negro, saltitando de animação.

— Pre... preto... tão preto! — O Gaguinho ignorou o cachorro trêmulo ao lado e, em vez disso, ficou fascinado, acariciando o sapato do homem. — Você... você quer ser meu... meu cachorrrão preto?

— Vá se foder!

O homem negro chutou com força a cabeça do Gaguinho. Aquele moleque claramente não era normal — mesmo sendo um Infectado, ele não o queria por perto. Seus olhos se fixaram em Hou Ping.

O Gaguinho e Hou Ping haviam chegado juntos. Se ele atacasse o menino, talvez o arqueiro fosse se aproximar para defendê-lo. E, no combate corpo a corpo, alguém que dependia tanto de um arco seria esmagado em segundos.

Mas Hou Ping permaneceu impassível... seu olhar era até um pouco complexo.

O chute potente do homem negro foi parado — pela mão pequena do Gaguinho, que segurou firme a ponta do sapato.

— Cachorro preto... cachorro preto... um macho e uma fêmea, daí nascem muitos filhotes! — O Gaguinho examinou o pé enorme com curiosidade, depois olhou para o cachorro encolhido. — Mas... mas não tá certo... O pezinho do cachorrinho é bonitinho...

Resmungando coisas desconexas, o Gaguinho apertou o pé do homem negro com leveza... e, num instante, o sapato e a carne se deformaram.

O pé foi esmagado como uma bola, ossos e músculos compactados — agora parecendo uma pata de cachorro disforme.

O coração do homem negro quase parou. Ele saltou para trás, olhos cheios de terror. Sua pele dura como aço, que resistira até a flechas de ferro, cedera a um simples apertão do Gaguinho.

Fuja.

Ele girou a corrente do cachorro e a arremessou contra o menino, recuando o mais rápido possível. Mesmo com a dor insuportável no pé, ele não olhou para trás, correndo em direção à cidade.

O Gaguinho pulou alto, mas não o perseguiu. Em vez disso, agarrou o cachorro no ar.

— Cachorro... tão fofo! — Com um sorriso radiante, o Gaguinho balançou o animal em círculos. De repente, parou e olhou para Hou Ping com curiosidade. — Hei... hei, macacão... o que mais falta no zoológico?

Hou Ping se aproximou devagar. — Só temos macacos e cachorros que obedecem e brincam com as crianças. O resto é perigoso demais... melhor não levar.

— Não... não! Macacão mentiroso! — O Gaguinho piscou, divertido. Suas costas curvadas se mexeram, e um grande tumor surgiu em seu ombro. Ele se abriu, revelando um tentáculo ensanguentado que tocou a cabeça de Hou Ping.

— Não estou mentindo! — Hou Ping tremia, mas forçou a voz a permanecer calma, seu corpo rígido como se estivesse preso por uma força invisível. — Leões e tigres no zoológico só assustam as crianças...

— Hmm... faz... um pouco de sentido. — O Gaguinho olhou nos olhos dele. — Então... só vou pegar metade da sua consciência, tá?

O tentáculo mergulhou no crânio de Hou Ping. Ele arquejou, cada fio de cabelo em agonia... mas nenhum som saiu de sua boca.

Quando o tentáculo se retraiu, o Gaguinho voltou a ser um garotinho corcunda... e os olhos de Hou Ping agora estavam vazios.

Do outro lado, o homem negro corria desesperado. Só parou quando o instinto de perigo finalmente se dissipou. Sentou no chão, ofegante.

— Ainda bem... só afetou um pouco meu movimento. Minha habilidade ainda funciona...

Ele examinou o pé deformado. Apesar do aspecto grotesco, não sangrava. Ossos e músculos estavam esmagados, mas sua resistência permanecia. Com tempo, recuperaria... mesmo que ficasse estranho.

Então, ele se levantou lentamente.

— Não acredito que você sobreviveu... então Zhang Long e os outros morreram.

O homem negro olhou para a figura à sua frente: Huo Ying estava em pé no beco, duas zarabatanas prontas em suas mãos.

Huo Ying observou o pé ferido do homem, mas não se aproximou.

— Como você matou eles? Só com essas zarabatanas de brinquedo?

O homem negro riu, mancando em direção a Huo Ying. Mesmo com movimentos desengonçados, sua presença crescia como uma montanha negra ameaçadora.

— Um macaco amarelo como você, eu já esmagou vários — o negro disse com desdém, mostrando os dentes brancos. — Magros, baixos... sua raça carrega fraqueza nos genes. Nesse mundo pós-apocalíptico, vocês são como galinhas caipiras, só servem de comida para predadores.

— Ah, e vocês ainda se acham unidos e inteligentes, né? — Ele deu uma risada grossa, apontando para o lado. — Seu conterrâneo que correu pra me guiar já mostrou essa tal "união". Agora, vai me mostrar sua inteligência?

— Hahaha! Admito, você é esperto. Conseguir fazer uma besta com uns pedaços de madeira... — O negro entrou no alcance da besta de Huo Ying, zombando. — Mas será que uma galinha afiando o bico pode matar um tigre?

Twang! Twang!

Duas flechas serrilhadas voaram. O negro, mesmo mancando, desviou com facilidade.

— Acha que eu ia tankar de novo? — Ele apontou para a própria cabeça. — Se matou meus caras, é óbvio que sua arma tem truque. Eu cairia nessa?

— Diferença racial é fato. Sou mais alto, mais forte... e aquela garota disse que sou maior que você lá embaixo também — o negro arreganhou os dentes num sorriso cruel. — E ainda sou mais inteligente. Mas pra esmagar uma formiga, precisa de cérebro?

— Antes do apocalipse, já tomava seus recursos e suas mulheres. Agora então... hahaha! Melhor se acostumar.

Huo Ying recarregou freneticamente. O negro já estava a vinte passos, desviando das flechas com movimentos ágeis. A besta só aguentava três disparos. Última chance.

Twang! Twang!

As flechas miraram na cabeça. O negro desviou com um movimento do pescoço.

— Matar você é mais fácil que aqueles outros — murmurou Huo Ying.

A flecha que passara pelo negro estalou ao lado de seu rosto.

Pluft!

Água. Jorrou em jatos brancos da haste oca. Huo Ying usara madeira de álamo — resistente ao riacho — para criar duas flechas-armadilha. O líquido mortal pulverizou no ar como chuva.

[Capítulo 34: Progresso Disparado]

A névoa ácida envolveu a cabeça do negro. O ar pareceu pegar fogo.

Antes que o sorriso cruel se apagasse, o primeiro fio de água tocou seus lábios.

Sssssss!

Bolhas surgiram instantaneamente. A carne dissolveu-se como cera, revelando gengivas inchadas e dentes brancos. Sua pele, antes dura como aço, derretia em camadas sob o efeito corrosivo.

O sorriso congelou. A pele escura ficou vermelha, depois furou-se em milhares de microcrateras, como se agulhas invisíveis a perfurassem.

Huo Ying já corria, ativando a armadura de madeira. Quando olhou para trás, a cabeça do negro desfazia-se como tinta na água. Sem sangue. Apenas o corpo desequilibrou-se e caiu com um baque.

— Não sei se viu... — Huo Ying limpou o suor, olhando o cadáver. — Mas essa era minha inteligência.

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