Tradução pronta Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 18

Na carroceria da picape, dois homens: um atirou e acertou Huo Ying, enquanto o outro, ajoelhado, pressionava com força o ferimento no corpo do pastor-alemão.

— Esse filho da mãe, a flecha tem farpas, não sai! Erhei, segura aí, vou te levar pro médico na cidade, você vai ficar bem.

O pastor-alemão, chamado Erhei, tentou responder, mas a dor extrema fez seus músculos se contraírem. O movimento só enterrou a flecha com farpas ainda mais fundo, provavelmente atingindo órgãos internos. Logo, espuma de sangue começou a escorrer de sua boca, sua respiração ficou fraca e irregular.

— Vou matar aquele desgraçado!

O homem, enlouquecido ao ver o cachorro que criara morrer, tentou pular da picape, mas foi segurado com força pelo companheiro.

— Zhang Long, calma! Precisamos pegar alguém que nos guie. Não conhecemos esse lugar, se você sair correndo assim, nunca vai vingar o Erhei.

Zhang Long respirou pesadamente, olhos vermelhos fixos na direção onde Huo Ying havia desaparecido. Finalmente, ele caiu de volta na carroceria, ao lado do corpo sem vida do cachorro.

O motorista deu uma olhada no beco onde Huo Ying havia sumido e comentou:

— Chefe, essa cidade é complicada. Primeiro aquela mulher matou quatro dos nossos, e agora perdemos um cão.

O "chefe" era um homem negro, enorme. Mesmo sentado no banco traseiro — espaçoso, mas que parecia pequeno perto dele —, sua presença ocupava todo o espaço. Ele vestia apenas um regata, seus braços exibindo músculos que se amontoavam como blocos de ferro.

Antes que ele respondesse, o motorista completou:

— Se o chefe não tivesse segurando a gente, aquela mulher não teria fugido.

O negro olhou para a cidade pela janela. Apesar de degradada, era organizada, ao contrário da desolação dos arredores. Sua voz era grave:

— Aquela mulher precisa ser capturada viva. É a única infectada que vi capaz de andar pelo deserto sem um talismã de proteção. Se a pegássemos lá fora, ela preferiria morrer. Aqui, conseguiremos pegar sua fraqueza e fazê-la trabalhar para nós.

— Com ela, poderemos ir a qualquer lugar, quebrar a escassez de recursos e até controlar todas as vilas ao redor de XN City. Teremos suprimentos para toda a vida.

O passageiro do banco dianteiro perguntou, curioso:

— Chefe, como você sabe que a fraqueza dela está nessa cidade?

O negro olhou friamente para os três subordinados, todos infectados habilidosos no combate, capazes de matar até mesmo quando eram apenas humanos comuns. Mas, por mais fortes que fossem, nenhum deles era lá muito inteligente — tudo dependia dele.

— Vocês não lembram o que ela estava protegendo?

— Um inibidor.

— Inibidores só funcionam em não infectados. Se ela se esforçou tanto por isso, é porque alguém nesta cidade importa para ela.

— Caramba, faz sentido! — o passageiro bateu na própria testa, impressionado.

O motorista acenou, elogiando a perspicácia do chefe.

O negro ignorou os elogios e virou-se para um homem magro sentado ao seu lado.

— Fantasma Faminto, vá para a carroceria. Cuide do último cão de caça, ainda precisamos dele.

— Entendido.

Fantasma Faminto segurava uma faca de caça do tamanho do braço. Movendo-se com agilidade, ele saiu pela janela e pousou silenciosamente na carroceria, sem ser afetado pela velocidade do veículo.

Enquanto a mulher estivesse escondida ali, um único cão de caça seria suficiente para encontrar todos na cidade.

— Au! Au au au!

O cão de repente latiu para uma casa pequena. A picape freou bruscamente.

Os seis homens no veículo, todos infectados, permaneceram imunes à inércia.

— Abre a porta.

O motorista avançou, mas foi contido pelo olhar do chefe.

O negro desceu devagar. Quando se ergeu por completo, era mais alto que a própria picape. Ele arrancou o alto-falante do teto do carro com facilidade e encarou a casa com frieza.

— Saiam. Se renderem, ou queimamos o lugar.

Assim que ele falou, o passageiro levantou um galão de gasolina.

— Três.

— Dois.

O rangido da porta interrompeu a contagem.

Wang Kai saiu, mãos no alto, rosto pálido de medo.

Ele olhou rapidamente ao redor — o negro gigantesco, os homens armados com rifles — e implorou:

— Eu me rendo! Por favor, não atirem, não me matem! Podem levar tudo o que quiserem!

O adestrador ao lado de Zhang Long acariciou a cabeça do cão, que rosnou para Wang Kai.

O motorista sorriu e, num movimento rápido, passou por Wang Kai e invadiu a casa.

Wang Kai mudou de expressão, mas antes que pudesse reagir, o passageiro encostou o rifle em sua cabeça.

Dentro da casa, não houve barulho de luta. A porta se abriu, e o motorista arrastou para fora o filho de Wang Kai, Tianhua, com um sorriso cruel.

— Chefe, o velho escondeu o filho.

O motorista tinha uma força descomunal. Tianhua, um jovem adulto, foi levantado como um saco de batatas, sua garganta esmagada pela mão do homem. O rosto do rapaz ficou vermelho, sufocado.

— Solta ele! Eu não resisti, nós não resistimos! Pode levar tudo! — Wang Kai ajoelhou, desesperado, mas sem ousar revidar.

O motorista soltou um grunhido e abriu a mão. Tianhua caiu no chão, engasgando e ofegante.

O negro gigante caminhou até Wang Kai, sua sombra monstruosa engolindo o homem ajoelhado.

— Proteger o filho… Um bom pai. Gosto disso.

— Me apresento: sou um Exilado. Nas cartas de procurado de XN City, me chamam de Chen.

— Espero que você faça a escolha certa pelo seu filho.

— Eu escolho! Faço qualquer coisa! Só deixa ele ir, por favor! — Wang Kai balbuciou, conformado.

O negro assentiu satisfeito:

— Vamos arrumar mais uma mulher. Guie-nos. Me mostre todas as mulheres que você conhece.

— Guiá-los?

Os olhos de Wang Kai se estreitaram. Ele baixou a cabeça e começou a bater a testa no chão, fazendo um som surdo:

— Eu... eu dou todos os meus recursos pra vocês! Posso ser escravo, fazer qualquer trabalho pesado... mas não posso guiá-los! Eu não sei onde os outros moram!

O negro levantou uma sobrancelha.

— Capitão, é com você.

Ele voltou para o carro enquanto o motorista, com um sorriso torto, sacou uma faca e pressionou o dedo mínimo de Wang Tianhua.

— Se continuar mentindo, seu filho vai perder um dedo, viu?

Wang Tianhua estava imobilizado, só conseguia gritar em pânico:

— Pai, me salva! Pai, por favor!

Wang Kai hesitou, então falou entre dentes:

— Podem ficar com tudo que é meu... mas eu realmente não sei onde os outros moram...

Capítulo 29: A Escolha

— Pai, me salva! Não! Fala logo! — Wang Tianhua gritou, olhando desesperado para a faca em seu dedo. — Eu sei de uma! Me solta, eu conto onde tem uma!

— Eu sei onde tem uma mulher! — Ele berrou com toda força, e no instante seguinte foi erguido pelo colarinho.

— Devia ter falado antes — o motorista deu uma risada, colocando-o no chão e tirando o pó de suas roupas. — Vamos, nos guie.

Então, com um olhar ameaçador para Wang Kai:

— Seu filho sabia, e você não? Quer nos enganar?

— Espera! Eu guio, eu guio vocês! Não machuquem meu pai! — Wang Tianhua se jogou na frente de Wang Kai, suplicante. — Eu descobri esse endereço seguindo alguém às escondidas. Meu pai não sabe! No nosso vilarejo, todo mundo se esconde... ninguém sabe onde os outros moram.

O motorista olhou para ele e fez um som de desdém:

— Que cena bonita de pai e filho.

Wang Tianhua ajudou Wang Kai a se levantar, e os dois caminharam à frente, levando-os até Liang Yao.

— Pai... por que você não me salvou? — Wang Tianhua chorou baixinho, segurando o braço do pai.

Wang Kai olhou para o vazio antes de responder em um sussurro:

— Eu estava tentando te salvar... Se você não falasse, talvez só levassem nossos recursos. Mas agora... mesmo que os Exilados nos poupem, o resto do vilarejo vai nos perdoar?

Os Exilados nunca ocupavam vilarejos — era muito perigoso.

Na zona rural, embora faltassem recursos, os Mortos-Vivos eram raros. Já nos vilarejos, cheios de corpos, eles apareciam com frequência.

Os Exilados subjugavam os vilarejos pela força, mas só de dia. À noite...

Se alguém estivesse disposto a morrer, podia atrair os Mortos-Vivos e levar todos consigo.

À noite, só se escondendo dentro de casa era possível sobreviver. E se os Exilados entrassem em um lugar desconhecido... era como escolher seu próprio caixão.

Já havia acontecido antes: vilarejos que se rebelaram à noite, respondendo às ilusões dos Mortos-Vivos de propósito, fazendo com que invadissem as casas. Ou então, sobreviventes que esperavam os Exilados dormirem, ateando fogo em si mesmos e nas casas dos invasores.

Os Exilados não queriam matar — queriam recursos. Wang Kai acreditava que, depois de cortarem o dedo do filho, eles desistiriam e só levariam os suprimentos.

Mas agora... seu filho havia traído o vilarejo.

— Saiam aí de dentro!

Liang Yao já tinha ouvido os latidos e visto as armas. Antes mesmo que contassem, ela abriu a porta e saiu, hesitante.

— Não me machuquem... podem levar tudo...

Ela se comportou de forma submissa. Já tinha ouvido histórias dos Exilados. Sua única esperança era que eles fossem embora antes do anoitecer.

— Nossa, chefe, essa daí é um arraso! — O passageiro do carro arregalou os olhos. No meio do apocalipse, onde todos fediam e estavam cobertos de sujeira, Liang Yao parecia uma fada — impecável, radiante.

O motorista ficou com uma expressão fechada, agarrando o passageiro:

— O que foi? Agora você gosta de mulher?

O passageiro riu sem graça:

— Claro que não! Eu sei o que é melhor... eu prefiro você.

O motorista olhou para Liang Yao com ódio, então se virou para o negro, esperando ordens.

— Infectada? — O líder ignorou os subordinados, fixando Liang Yao.

Seus olhos percorreram o corpo dela, e ele sorriu:

— Interessante. Não é do tipo combatente... como conseguiu tanta água assim? Ou será que tem poder de purificação?

— Junte-se a nós. Nos guie, e não te machucaremos. Valorizamos cada aliado com habilidades.

Ele apontou para Wang Tianhua:

— Foi ele que nos trouxe até você. Veja só... esse vilarejo não é seguro. Se ele pôde nos trazer hoje, quem sabe amanhã não volta sozinho? Você realmente acha que pode se defender de gente assim?

— Nós somos diferentes. Nós, Exilados, protegemos nossos aliados.

— Se você se juntar a nós, podemos te vingar. Matamos esse traidor por você. Matamos todos no vilarejo que te fizeram mal.

Cada palavra do negro era uma facada. Uma garota bonita e indefesa, sobrevivendo sozinha no apocalipse... certamente sofreu humilhações. E agora, com Wang Tianhua os levando até ela, o vilarejo parecia ainda mais cruel que os Exilados.

— Não! Eu fui obrigado! Liang Yao, eu nunca quis te prejudicar! — Wang Tianhua tentou se explicar.

Wang Kai fechou os olhos e suspirou.

Enquanto isso, Huo Ying, com a pedra solar aquecida, corria pelos becos até chegar ao riacho.

— Ninguém veio atrás de mim...?

Huo Ying ficou frustrado. Enquanto corria, ele havia criado uma armadilha com estacas pontiagudas para furar os pneus do caminhão — se os exilados o perseguissem, com certeza teriam problemas. Ou, se alguém viesse a pé, poderia se ferir nas estacas sem tempo de reagir.

Mas o grupo de exilados foi cauteloso demais. Ninguém veio atrás dele.

Depois de recuperar o fôlego, Huo Ying olhou para a direção da vila, hesitante. Sabia que os exilados não ficariam por lá. Se esperasse até o anoitecer perto do riacho, poderia voltar para casa em segurança.

Mas uma dúvida o atormentava: por que aqueles exilados haviam encontrado a vila?

Ao ver os dois cachorros, sua primeira suspeita caiu sobre Zhang Yuqi.

— Eles vieram atrás da Zhang Yuqi... — murmurou, com os olhos fixos no horizonte.

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