Tradução pronta Extreme Doomsday: I Plant a Divine Tree for Immortality / Extremo Apocalipse: Cultivo a Árvore Divina para a Vida Eterna: Capítulo 15

As nove flechas se esgotaram rapidamente. Enquanto Huo Ying vasculhava os cômodos, usou o poder da Madeira para repô-las. Agora, as casas ao seu redor já haviam sido varridas, e a maioria dos cadáveres amaldiçoados que encontrou estavam mutilados — os mesmos que o atacaram naquela noite.

[Progresso: 30%]

O crescimento da Árvore Divina deu um salto. A semente em sua mente cresceu um pouco mais, e logo a sensação de formigamento e picadas retornou. Somando ao que já havia acumulado, Huo Ying finalmente formou mais um pilar de energia em seu corpo.

Agora, ele podia usar o poder da Madeira até seis vezes. Além disso, sentia que a velocidade de recuperação dos pilares de energia também havia aumentado um pouco.

Quando estava prestes a voltar para casa para descansar, ele parou abruptamente.

Diante de uma casa, viu um poste de madeira embutido no chão, marcado com pontos vermelhos pintados com tinta. Ao olhar mais de perto, percebeu que esses pontos coincidiam com o diagrama de pontos de pressão que havia encontrado no casal que matara.

— Será que esta era a casa deles?

Huo Ying revirou os bolsos e encontrou as chaves que havia pegado do casal.

Capítulo 23: A Voz

— Considerando o comportamento daquele casal, será que a casa deles tem armadilhas?

Não quis arriscar. Ativou imediatamente o poder da Madeira, cobrindo-se com uma armadura de madeira que protegia até as solas dos pés.

Caminhando com dificuldade até a porta, esticou apenas dois dedos, segurando a chave com cuidado, e girou a fechadura.

— Tum!

Ao abrir a porta, um enorme saco de areia despencou do teto. Mas, em vez de areia, estava cheio de estacas de ferro.

— Clang! Clang! Clang!

O barulho ecoou pelo local.

Felizmente, Huo Ying já estava preparado. O saco apenas o atingiu, sem esmagá-lo, mas sua armadura ficou cravejada de estacas, parecendo um ouriço.

— Sabia que esses dois não prestavam.

Cuspiu no chão. Se fosse outra pessoa, mesmo que escapasse do impacto, ficaria cheia de furos.

Entrou na casa com cautela, ainda sem tirar a armadura. Ao vasculhar os cômodos, encontrou um saco cheio de pedras yang — quase cem no total.

Debaixo da cama, havia uma pilha de lenha de álamo. Mesmo com a escassez na cidade, o casal havia estocado pelo menos setenta ou oitenta pedaços.

Sob o travesseiro, descobriu um lápis e um diário.

Ao folhear as páginas, percebeu que não eram anotações sobre técnicas de luta, mas um diário pessoal.

Ao ler alguns trechos, ficou chocado.

Dia 1: Xiao Jie foi infectada. Não é a doença comum, mas outro tipo de vírus... talvez dos cadáveres amaldiçoados.

Dia 19: A doença está piorando rápido. Já consigo sentir um tumor duro em seu abdômen.

Dia 25: Muitas pedras yang e a queima de lenha de álamo conseguem retardar o avanço da doença.

Dia 31: Xiao Jie sente que há algo em sua mente.

Dia 36: Ela ouve outra voz em sua cabeça.

Dia 39: Agora está mais clara. É uma voz feminina.

Dia 42: A voz já é compreensível. A mulher pergunta se Xiao Jie quer poder.

Dia 43: Disse a ela para não responder.

Dia 44: A doença piora rapidamente. A voz não para de chamá-la.

Dia 45: Não pode ser. Deve ser um cadáver amaldiçoado. Preciso salvá-la.

Dia 46: Coloquei mais pedras yang em casa e fiz uma cama de lenha de álamo. A voz parece ter se afastado um pouco.

Dia 47: Não é suficiente. Preciso de mais recursos.

Dia 47: Xiao Jie está estranha. Começou a imitar latidos de cachorro sem perceber.

Dia 47: Já são cem pedras yang, todas aquecidas, mas Xiao Jie diz que quer ser um cachorro!

Dia 48: Finalmente encontrei uma solução. Misturar cinzas de álamo com pó de pedra yang para ela beber. A voz se afastou novamente.

Dia 48: Xiao Jie diz que a mulher continua se aproximando em sua mente, treinando-a como um cachorro. Ela não aguenta mais.

Dia 49: O consumo está alto, especialmente de lenha. Xiao Jie precisa beber cinzas de vários pedaços por dia para suprimir a voz. Amanhã todos vão ao mercado. Por favor, deixe-me encontrar alguém com bastante lenha!

Os olhos de Huo Ying se estreitaram.

— Infecção... uma voz feminina...

Os números no diário marcavam os dias. Quanto mais avançava, mais frequentes se tornavam as anotações.

Se os cálculos estivessem corretos, Xiao Jie havia sido infectada cinquenta dias atrás. No vigésimo quinto dia, o homem descobriu um método para conter a doença, prolongando sua vida.

A voz da mulher, a doença... Teria relação com a infecção dos cadáveres amaldiçoados? E ele próprio?

Zhang Yuqi e a Irmã Bai disseram que ele estava infectado com o vírus dos cadáveres. O gago mencionou uma mulher por trás disso.

— Será que eu e Xiao Jie temos o mesmo vírus? A mulher por trás daquela voz é a responsável?

Huo Ying guardou o diário no bolso e revirou a casa mais uma vez. Finalmente, ao remover uma fina camada de terra, encontrou uma porta para um porão.

Desta vez, não havia armadilhas, mas o local estava vazio, com todos os recursos já consumidos. No canto, porém, havia um pote lacrado.

Ao abri-lo, encontrou arroz mofado.

— Comida! Finalmente não preciso ficar só com batatas!

Mas... arroz...

— Bom, talvez eu tenha comemorado cedo demais.

Teoricamente, arroz não é uma semente, apenas parte dela. O grão de arroz com casca é a verdadeira semente. Portanto, arroz comum não serve para plantio.

Mas o poder da Madeira já desafiava a lógica.

Huo Ying pegou um grão de arroz mofado entre os dedos e infundiu um pouco de energia. O grão, prestes a apodrecer, inchou diante de seus olhos, brotou e se transformou em um pé de arroz, crescendo rapidamente até quase dois metros de altura, com cerca de cinquenta espigas.

Usando menos da metade de um pilar de energia, um único grão se transformou em uma planta carregada de arroz.

Sem paciência para descascar grão por grão, Huo Ying usou o poder da Madeira para forçar as cascas a se abrirem, fazendo com que os grãos brancos caíssem sozinhos. Em instantes, o pote estava coberto por uma camada de arroz fresco.

Capítulo 24: Os Homens de Madeira

Um pé de arroz comum pode produzir de quinze a trinta espigas, rendendo cerca de dois mil grãos. Mas o arroz cultivado por Huo Ying com sua energia especial era diferente — cada planta dava cinquenta espigas, quase cinco mil grãos!

O tempo passou rápido. Huo Ying olhou para o sol pela janela e, percebendo que já estava tarde, fez às pressas uma cangalha para carregar as pedras solares, o arroz e outros itens que havia recolhido das casas abandonadas. Ele precisava voltar para casa antes que escurecesse.

Entre os objetos que Huo Ying trouxe estavam utensílios essenciais: duas panelas de ferro, um bule, uma faca de cozinha, um relógio de corda e uma rede metálica enferrujada. Nada podia ser usado no estado em que estava, mas ele tinha um plano.

Deixando os objetos de metal de lado, Huo Ying abriu o porão e criou mais alguns baldes de madeira. Usando seu poder de manipulação da madeira, ele transformou o arroz mofado em grãos frescos e os armazenou ao lado dos baldes de batatas.

Quando a noite caiu, Huo Ying acendeu uma fogueira. Agora, com cem pedras solares, ele podia se dar ao luxo de ser generoso.

Ele arrumou as pedras em círculo, montou um fogareiro improvisado e acendeu lenha de álamo por baixo. Assim, as pedras aqueceram até ficarem incandescentes, maximizando seu poder de repelir os cadáveres malignos.

Colocou a rede de ferro sobre o fogareiro e sorriu satisfeito. Finalmente, poderia comer batatas sem que elas ficassem cobertas de cinzas!

A lenha queimou a noite toda, e as pedras solares brilharam vermelhas. Foi uma noite tranquila — os cadáveres malignos se mantiveram longe, e até a névoa escura e os insetos evitaram a luz intensa, deixando Huo Ying em paz.

Ao amanhecer, ele já estava pronto. Equipado e com os objetos de ferro na mão, partiu para encontrar Liang Yao.

Quando ele jogou os itens enferrujados no chão da casa dela, Liang Yao ficou sem palavras.

Mas ao ver as panelas sujas e fedorentas, ela explodiu:

– Ontem você me usou como lavadeira, e hoje quer que eu seja máquina de limpeza?!

Huo Ying, impassível, tirou dois pedaços de lenha de álamo e uma pedra solar.

– Meu nobre senhor, pode deixar comigo! Se sobrar uma única mancha nesses objetos, eu juro que mastigo o ferro na sua frente! – A expressão dela mudou na hora, e ela abraçou os itens enferrujados como se fossem tesouros.

Huo Ying não sabia ao certo os limites do poder de Liang Yao, mas, diante de seus olhos, a ferrugem começou a desaparecer, e até o velho relógio de corda parecia estar se renovando.

Ele não podia esperar. Os dias eram preciosos — em treze dias, os cadáveres malignos entrariam em fúria, e ele precisava melhorar suas sementes o mais rápido possível.

Os Homens de Madeira

Huo Ying ampliou sua área de busca.

Usando os pesos de madeira, ele sentia que já estava se acostumando ao esforço. Sob a proteção da Árvore Divina, seus treinos físicos pareciam render mais.

Mas, depois de vasculhar tanto no dia anterior, ele não encontrava mais cadáveres malignos.

Pior ainda: a lanterna solar não carregava na mesma velocidade que ele gastava energia, e a luz estava cada vez mais fraca.

Huo Ying suspirou. Parecia que a fase de caçar cadáveres durante o dia tinha chegado ao fim — pelo menos até a lanterna recarregar.

Foi então que ele avistou uma casa baixa com uma estátua de madeira na frente. O boneco tinha símbolos de pontos de acupuntura desenhados no corpo.

– Preciso fazer um mapa. Andei sem rumo e acabei voltando para a casa daquele casal.

Pensativo, ele criou uma tábua de madeira e, nela, surgiram sulcos formando linhas — um esboço do caminho desde sua casa até a colina e até a casa com o homem de madeira.

Para facilitar, ele marcou pontos importantes: o prédio da Genética Azul, o campo de esportes, a casa de Liang Yao e a de Zhang Yuqi.

Como ainda era cedo, ele continuou desenhando enquanto caminhava. As ruas iam se formando na madeira, e o poder de manipulação da madeira mais uma vez o ajudava — bastava ver algo para reproduzi-lo na tábua.

De repente, ele parou.

Havia outro homem de madeira à sua frente.

– Será que dei voltas sem perceber?

Huo Ying hesitou. A casa era idêntica à anterior, mas, ao ver o mapa, confirmou que não estava repetindo o caminho.

– Será que aquele casal tem várias casas?

Sem se arriscar, ele pegou a zarabatana e atirou uma flecha no boneco.

Toc!

A flecha de madeira, mais resistente, cravou-se no homem de madeira e ficou tremulando.

Ele registrou a cena na tábua, marcando o local como "homem de madeira flechado".

Consultando o mapa, ele seguiu em direção à própria casa, mas, ao chegar no ponto onde a casa do casal deveria estar, ficou chocado.

Lá estava a mesma casa, com o mesmo homem de madeira — e a flecha que ele acabara de atirar.

– Droga! Quando fui enfeitiçado?!

Huo Ying esquentou uma pedra solar rapidamente, mas ela não queimou — não havia cadáveres malignos por perto.

– O que está acontecendo?!

Ele pegou a zarabatana novamente, acendeu uma flecha com ponta de osso e atirou no boneco.

O homem de madeira era comum, e o fogo não se alastrou rápido.

Determinado, Huo Ying correu até o outro homem de madeira que havia marcado no mapa. E, para seu horror, lá estava ele... também em chamas.

– Um labirinto de ilusões?

Ele olhou para o céu. O sol estava forte — era pleno meio-dia.

– E se eu ignorar esses bonecos e voltar para casa?

Resolveu tentar. Desta vez, não seguiu o mapa. Em vez disso, procurou a colina à distância e, contornando-a, tomou o caminho mais familiar de volta.

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