**Fim dos Tempos Extremos: Plantando a Árvore Divina para a Vida Eterna**
**Autor: Adorável Voador**
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**Resumo:**
**[Estilo extremo] [Ar de mistério] [Guerreiro completo] [Músculos blindados]**
**Resumo 1:**
Estamos no fim dos tempos.
À noite, a névoa negra desce, trazendo consigo enxames de insetos sombrios e criaturas grotescas que ameaçam o pouco que resta da humanidade.
Mesmo que a luz do dia mantenha essas criaturas sob controle, os cantos escuros ainda escondem perigos e sobreviventes com segundas intenções.
Huo Ying, um homem transportado para este mundo, planta uma semente sagrada.
A Árvore Divina absorve a energia deste mundo e, em troca, concede a Huo Ying habilidades impossíveis.
Transformando-se em um guerreiro invencível, ele transforma seu território no último refúgio seguro.
**Resumo 2:**
Lá fora, os monstros esperam.
Sobreviver é quase impossível.
Huo Ying plantou a Árvore Divina, que devora o mundo para seu propósito.
O fim dos tempos ainda persiste... mas agora, eu sou o monstro.
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### **Capítulo 1: A Namorada**
— Ele não vai resistir. É melhor dar um fim agora e queimar o corpo.
— Não hesite, ou a vila terá mais um cadáver maligno hoje à noite.
Eram vozes femininas.
Uma dor latejante pulsou na testa de Huo Ying, seguida por um clarão forte que ardia contra suas pálpebras.
— Ele ainda reage. Vamos esperar mais um pouco.
De repente, a luz desapareceu. Algo frio e úmido pressionou sua testa.
— Se ele não melhorar, eu mesma lido com ele antes do anoitecer.
Outra mulher falou, e Huo Ying tentou abrir os olhos, mas suas pálpebras pesavam como chumbo.
No escuro de sua mente, flutuava uma semente.
O que era aquilo?
A **Semente da Árvore Divina**?
Se plantada, ela consumiria a energia do mundo e frutificaria, concedendo-lhe poderes?
Huo Ying lembrou-se de um jogo simples que costumava jogar depois do trabalho. Mas agora, parecia ter se tornado real.
A semente estremeceu. Uma onda de frescor o percorreu, aliviando sua dor. Com um esforço, ele finalmente abriu os olhos.
Paredes escuras. A janela estava lacrada com tábuas, deixando entrar apenas frestas de luz.
Uma jovem, sentada à sua frente, observava-o. Ao vê-lo acordar, seus olhos brilharam.
— Irmã Bai, ele sobreviveu.
Seus traços eram bonitos, mas o rosto estava sujo, oleoso, o cabelo cortado de qualquer jeito, mal passando dos ombros.
— Acordou mesmo?
A outra mulher, a Irmã Bai, igualmente coberta de poeira, pegou uma seringa e se aproximou.
Quando ela chegou perto, Huo Ying conseguiu vê-la melhor. O rosto estava enegrecido pela sujeira, mas sua postura lembrava a de uma chefe autoritária.
Antes que ele pudesse observar mais, a Irmã Bai segurou seu braço e coletou sangue. Huo Ying soltou um grunhido, mas a dor não era o problema—o que o preocupava eram as unhas sujas dela. Será que aquela seringa era segura? Poderia transmitir doenças?
— Onde estou?
Ele forçou-se a esquecer a seringa. Isso definitivamente não era seu apartamento barato.
Este lugar era ainda mais precário.
— Você perdeu a memória? — A jovem, Zhang Yuqi, olhou para a Irmã Bai, incrédula.
— Não tem nada a ver comigo. — A Irmã Bai hesitou. — Os remédios que preparei só servem para matar bactérias, não causam amnésia. Mas Huo Ying é o único que sobreviveu à infecção. Se a única sequela for essa, considere-se sortudo.
Ela virou-se para Huo Ying:
— Você é Huo Ying. Ela é Zhang Yuqi. Vocês são namorados. Lembra de algo?
Então, ele ainda se chamava Huo Ying.
Ele fingiu tentar recordar, processando as informações.
Ele havia viajado para este mundo, tinha uma namorada chamada Zhang Yuqi.
A Irmã Bai queria eliminá-lo, mas Zhang Yuqi o defendeu.
No momento, Zhang Yuqi parecia mais confiável.
Havia algo mais… *cadáveres malignos*. *Infecção*.
— Você me parece familiar… mas não lembro de mais nada.
Ele olhou para as tábuas na janela, fingindo desinteresse.
— Está abafado aqui. O que há lá fora?
— Você não sabe o que está acontecendo? — Zhang Yuqi estendeu a mão para tocar sua testa.
A Irmã Bai agiu rápido, puxando Zhang Yuqi para trás, desconfiada.
— Espere. Algo está errado.
Ela acendeu um isqueiro. Zhang Yuqi segurou uma vela curta.
A chama tremeluziu, e ambas olharam para a parede.
Três sombras se projetavam.
— Ele tem sombra, Irmã Bai.
Zhang Yuqi soprou a vela, economizando cada segundo da preciosa luz.
A Irmã Bai ainda não estava convencida.
— Ter sombra não prova nada. O cérebro humano tem várias funções. Memórias verdadeiras, habilidades de sobrevivência—essas coisas não desaparecem por completo.
— Não podemos afirmar se ele realmente acordou… ou se está se transformando em um cadáver maligno.
Huo Ying queria perguntar o que era um *cadáver maligno*, mas agora parecia melhor ficar quieto.
Vendo que ele não representava ameaça imediata, a Irmã Bai relaxou um pouco.
— Zhang Yuqi, por segurança, não podemos ficar com ele. Pelo menos, não ainda.
— Mas ele acordou justo agora!
— E se ele se transformar à noite? Quem aqui conseguiria lidar com um cadáver maligno no escuro?
Huo Ying não queria arriscar sua sorte com a humanidade delas.
— Eu posso ficar em outro lugar — ele interrompeu.
Ele percebeu que a Irmã Bai, depois de coletar seu sangue, não se importava se ele viveria ou morreria. Quanto a Zhang Yuqi, era difícil confiar nela.
Se ser expulso era inevitável, melhor sair por iniciativa própria.
— Eu realmente não lembro de nada. Se eu sair, como vou sobreviver?
Huo Ying estava nervoso, mas não desesperado. Mesmo que as duas mulheres não revelassem nada, ele ainda tinha uma semente da Árvore Divina em sua mente, uma possível salvação.
— Me solta! — Zhang Yuqi se livrou do braço da Irmã Bai e foi até a cama. Debaixo dela, pegou duas pedras escuras como carvão.
Guardou uma no próprio peito e enfiou a outra na mão de Huo Ying, puxando-o para levantar.
— Tem um quarto vazio ali. Vou te levar.
Ela o guiou até a porta, mas parou de repente, virando-se para encarar a Irmã Bai.
— Tá bom… Só uma por enquanto. Se ele não virar um Cadáver Amaldiçoado até amanhã, aí você dá outra.
A Irmã Bai suspirou, resignada, e levantou uma tábua do chão. Havia um porão escondido ali. Cerca de dez minutos depois, ela emergiu com uma batata e um pedaço de lenha nas mãos.
Huo Ying pegou os itens, agradeceu e, junto com Zhang Yuqi, saiu da casa.
Lá fora, não havia mais arranha-céus de concreto—apenas ruínas e escombros por todos os lados.
Dava para ver que, antes de serem destruídas, as construções mais altas não passavam de três andares. A estrada estava árida, sem grama nem árvores, apenas terra de cores misturadas.
De repente, os olhos de Huo Ying se contraíram. Nas sombras dos escombros, viu alguém em pé.
— Huo Ying! Você também veio parar neste mundo?!
O rosto da figura ficou mais nítido—era a pessoa com quem ele tinha marcado um encontro há tempos.
Um calafrio percorreu seu corpo da cabeça aos pés.
O que era aquilo?
Huo Ying não acreditava que a pretendente também tivesse atravessado para esse mundo. Mesmo que tivesse, depois de tantos dias, ela não estaria usando as mesmas roupas do encontro!
Ele mordeu a própria língua com força.
A dor fez a ilusão se desfazer. No lugar da figura, havia um cadáver, que, ao perceber que Huo Ying estava lúcido, se arrastou de volta para as sombras.
— Cadáveres Amaldiçoados não aguentam a luz do sol. — Zhang Yuqi soltou o ar aliviada. — Eles assumem a forma de alguém que você conhece para te enganar e infectar. Mas você está tão fraco que até ele recuou… Realmente parece que perdeu a memória. Não conseguiu te iludir.
CAPÍTULO 2 - PLANTAR A ÁRVORE
Huo Ying acenou que havia entendido e passou a seguir Zhang Yuqi com ainda mais cautela.
— Não precisa ter medo. A Irmã Bai não é má, só é cautelosa demais. — Zhang Yuqi explicou. — Se você se recuperou, foi porque ela arriscou a vida para colher ervas e te curar.
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